Um manifestante foi retirado à força de uma audiência no Senado dos Estados Unidos na quarta-feira (4/3) e saiu com o braço esquerdo quebrado. Identificado Brian McGinnis, o fuzileiro naval interrompeu uma sessão da subcomissão de Serviços Armados. O episódio envolveu o senador republicano Tim Sheehy, que aparece em vídeos ajudando agentes da Polícia do Capitólio dos Estados Unidos a remover o homem do plenário. O manifestante teve uma fratura no braço esquerdo durante a confusão. 

McGinnis usava um uniforme de gala do Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos no momento do protesto. Nas imagens que circulam nas redes sociais, ele aparece gritando enquanto enquanto policiais tentam retirá-lo da sala de audiências.

“Israel é a razão desta guerra. Os Estados Unidos não querem lutar esta guerra por Israel. Não queremos lutar uma guerra com o Irã por Israel”, disse, enquanto se agarra à porta da sala. Sheehy puxa o Mariner pelas pernas quando o braço esquerdo do manifestante se quebra.  

Em determinado momento, uma pessoa na plateia grita: “A mão dele! A mão dele!”. “Um senador dos Estados Unidos acabou de quebrar a mão de um fuzileiro naval”, grita outra pessoa enquanto agentes pedem repetidamente para que o manifestante solte a porta.

Na briga para ser retirado da sala, McGinnis resistiu e sofreu uma fratura no braço esquerdo, o que foi posteriormente confirmado pela agência de notícias Reuters. O protesto ocorreu quando ele interrompeu a audiência para criticar ataques aéreos conjuntos dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã e denunciar a possibilidade de envolvimento militar norte-americano no conflito.

Enquanto era conduzido para fora do local, o manifestante continuou gritando palavras de ordem, incluindo “Palestina livre”, em referência ao conflito no Oriente Médio. Uma mulher que disse ser amiga de McGinnis disse que ele é pré-candidato ao Senado pelo Green Party no estado de Carolina do Norte. 

Após o episódio, Sheehy comentou o incidente em uma publicação na rede social X. “A Polícia do Capitólio estava tentando remover um manifestante descontrolado da audiência do Comitê de Serviços Armados. Ele estava resistindo. Decidi ajudar e acalmar a situação”, escreveu o senador. “Este senhor veio ao Capitólio procurando por confronto, e conseguiu. Espero que ele receba a ajuda de que precisa sem causar mais violência”, acrescentou.

A Polícia do Capitólio dos Estados Unidos informou que McGinnis foi preso após o incidente e encaminhado para atendimento médico. De acordo com a CNN, ele enfrenta acusações de agressão a um policial, resistência à prisão e manifestação ilegal por interromper a audiência.

Em nota, a polícia afirmou que o próprio manifestante ficou com o braço preso na porta ao resistir à remoção e tentar permanecer na sala.

A participação do senador na retirada do manifestante também gerou críticas de ativistas e veteranos. O grupo Veterans for Responsible Leadership afirmou à imprensa que o caso pode levar a uma ação judicial contra o parlamentar. Paul Rieckhoff, ativista pelos direitos dos veteranos e comentarista político, disse que a intervenção foi desnecessária. “Nenhum senador precisa se envolver fisicamente em uma situação como essa”, lamentou nas redes sociais.

Antes do protesto, um vídeo publicado nas redes sociais mostrava McGinnis em frente ao Capitólio explicando o motivo da manifestação. No registro, ele afirma que estava em Washington para cobrar explicações do Senado sobre decisões militares e convocar cidadãos que se sentem “desiludidos e traídos pelo governo” a exigir responsabilidade dos representantes eleitos.

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De acordo com informações divulgadas em seu site de campanha, McGinnis serviu como tripulante de veículo blindado leve no Corpo de Fuzileiros Navais até 2004 e participou da invasão inicial do Iraque em 2003. Após deixar o serviço militar, cursou educação no John Wood Community College, em Illinois.

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