Urso ataca sobre tratador, e parque encerra shows com animais
Homem carregava petiscos que teriam provocado o ataque; parque informou que ninguém se feriu, mas o show foi cancelado e protocolos de segurança serão revisados
Formada pela UFMG, atua no jornalismo desde 2014 e tem experiência como editora e repórter. Trabalhou na Rádio UFMG e na Faculdade de Medicina da UFMG. Faz parte da editoria de Distribuição de Conteúdo / Redes Sociais do Estado de Minas desde 2022
Urso atacou tratador durante exibição; nenhum dos dois ficou ferido crédito: Reprodução
Um tratador do Parque Safari de Hangzhou, na província de Zhejiang, na China, foi atacado por um urso-negro durante um espetáculo no sábado (6/12). O episódio ocorreu no momento em que o animal era conduzido ao palco e, segundo a administração do parque, foi provocado pelo cheiro de um saco com cenouras e maçãs carregado pelo funcionário.
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Vídeos registrados por visitantes mostram o urso derrubando o tratador e o prendendo no chão enquanto o público assistia assustado. Outros funcionários correram para ajudar e, sem equipamentos adequados, tentaram afastar o animal usando uma cesta de basquete, cadeiras, bastões e bambu. Em meio à confusão, um papagaio pousou no braço de um dos empregados.
Ao todos, o ataque durou 40 segundos. Depois, a equipe conseguiu arrastar o urso para longe do homem. No entanto, pouco depois, o animal voltou a avançar e quase derrubou o tratador novamente. Outro urso-negro, que também participaria do show, precisou ser contido e arrastado pela equipe para evitar novos ataques.
Em nota oficial, o Parque Safari de Hangzhou afirmou que tanto o tratador quanto o urso não sofreram ferimentos e que ambos “já se reconciliaram”. A administração pediu desculpas ao público pela experiência negativa e anunciou o cancelamento definitivo dos espetáculos com ursos-negros.
O parque informou ainda que o animal envolvido no ataque será monitorado para garantir seu bem-estar físico e mental e que uma revisão interna dos protocolos de segurança e resposta a emergências será realizada. “Agradecemos sinceramente a preocupação e o apoio de todos”, declarou a instituição.
Uma ursa parda chamada Gaia foi a 'julgamento' por matar uma mulher de 26 anos. Ela seria morta, mas, após muita polêmica, a justiça decidiu mantê-la viva. O FLIPAR mostrou e republica para quem não viu. Sheila Brown / Domínio Público
Em 5 de abril deste ano, a vítima corria na floresta de Monte Peller, na província de Trento, no norte da Itália. Wikimedia Commons
Gaia, também conhecida como JJ4, foi capturada no local onde vivia com seus três filhotes. Pixabay
Os filhotes tinham aparentemente um ano e quatro meses quando ficaram sozinhos na floresta, após a captura da . Pixabay
Com a morte da mulher, a ursa poderia ser abatida, mas o judiciário italiano revogou a decisão. Pixabay
Agora, o animal deve ser mantido em cativeiro para evitar que as pessoas sejam vÃtimas de novos ataques. Pixabay
O conselho de estado italiano considerou "desproporcional" a ideia de condenar o animal à morte. Imagem de Jacques Savoye por Pixabay
A LAV, associação que defendeu JJ4 do corredor da morte, pede que ela seja transferida para um refúgio de animais na Romênia. Pixabay
O conselho de estado da Itália estuda o pedido do grupo, que se ofereceu para transportar o animal. Pixabay
Maurício Fugatti, prefeito da província de Trento, defendia a ideia de matar a ursa. Mas ele enfrentou uma forte resistência. Reprodução: Twitter
Muitos italianos foram às ruas para protestar cobrando que o animal fosse preservado. Reprodução: Twitter
Pesquisas indicaram que 80% do povo italiano estavam do lado da ursa, para que ela continuasse viva. Reprodução Twitter
No entanto, moradores da região onde Gaia foi capturada sentem medo de novos ataques. Pixabay
O peso e o tamanho da espécie podem variar conforme a região onde habitam, podendo chegar a três metros e 800 quilos. Pixabay
Originalmente, estes animais estão espalhados pela Sibéria, Alasca, norte do México, Himalaia e norte da África. Porém, como existem várias subespécies (mais de 90) podem ser vistos pelo mundo inteiro. Pixabay
Ursos pardos podem correr em até 50km/h, nadar e subir em árvores. Pixabay
Costumam viver solitários e procuram parceiros apenas no momento da reprodução. Pixabay
Essa espécie quase foi extinta da Itália em 1999. Mas, graças a um projeto, quatro machos e seis fêmeas foram levados para as florestas de Trento para reprodução. Reprodução: Twitter