A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) abriu licitação para construir uma nova área de escape no Anel Rodoviário, na altura do km 540, na chamada descida do Betânia, no Bairro Palmeiras, Região Oeste da capital. O investimento previsto é de até R$ 12,4 milhões. A estrutura será destinada principalmente a caminhões e outros veículos pesados que apresentarem falhas no sistema de freios durante a descida.

O edital foi publicado no Diário Oficial do Município (DOM) na última sexta-feira (30/10). A sessão de abertura das propostas está marcada para 12 de fevereiro de 2027, às 10h. A contratação será integrada, modalidade em que a empresa vencedora ficará responsável tanto pela elaboração dos projetos básico e executivo quanto pela execução dos serviços.

Além da construção da área de escape, o projeto prevê o alargamento da pista em um trecho de 450 metros, obras de pavimentação, drenagem e contenção, implantação de sinalização e iluminação e instalação de equipamentos de segurança. Também está prevista a implantação de um circuito fechado de televisão (CFTV) para monitoramento do local.

A escolha da Descida do Betânia foi motivada pelo histórico de acidentes envolvendo veículos pesados. Um relatório da Secretaria Municipal de Mobilidade Urbana (SMMUR) classificou o trecho como de probabilidade muito alta de ocorrências com múltiplas vítimas. A avaliação considera o declive acentuado e contínuo da pista, que aumenta os riscos quando caminhões apresentam problemas mecânicos.

Entre 2024 e 2026, foram registradas seis ocorrências relevantes envolvendo caminhões e outros veículos pesados no local. Os acidentes deixaram duas pessoas mortas e pelo menos 34 feridas. Um dos episódios mais graves ocorreu em julho deste ano, quando uma carreta sem freios atingiu 18 veículos.

Estrutura de segurança

O Anel Rodoviário já conta com uma área de escape, inaugurada em julho de 2022, nas proximidades do acesso ao Bairro Buritis, entre a BR-040 e o trevo do Betânia. Desde a abertura até setembro de 2026, 22 veículos pesados utilizaram o dispositivo.

A estrutura funciona como uma faixa de desaceleração preenchida com argila expandida. O material oferece resistência ao deslocamento e permite reduzir gradualmente a velocidade de veículos que não conseguem frear, até a parada completa.

O funcionamento é acompanhado durante 24 horas por agentes da BHTrans, a partir do Centro de Operações da Prefeitura de Belo Horizonte (COP-BH). Câmeras identificam a entrada dos veículos e permitem o acionamento das equipes responsáveis pelo atendimento.

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Após a utilização, o trecho pode ser temporariamente interditado para a retirada do veículo, feita com auxílio de reboque pesado. Também são realizados serviços de limpeza e reposição da argila para que o equipamento volte a operar.

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