Quase 36 horas após um temporal atingir Belo Horizonte no início da tarde de domingo (25/10), parte do Bairro Floresta, na Região Centro-Sul da capital, permanece sem energia elétrica. A área afetada fica entre a Avenida Assis Chateaubriand e a Rua Itajubá, às margens da Avenida Francisco Sales.
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O Estado de Minas esteve no local e encontrou ruas, residências e estabelecimentos comerciais às escuras. Um dos imóveis afetados abriga a cafeteria Copa Cozinha. Cristina Queiroz, uma das proprietárias, explicou que a falta de energia elétrica impediu o funcionamento do estabelecimento nesta segunda-feira (26/10).
"Hoje a gente não conseguiu produzir, ficamos fechados o dia inteiro", lamenta a empresária. Ela afirma que o estabelecimento teve prejuízos, mas que ainda não foi possível calculá-los. "Além do faturamento, a gente perdeu muita coisa de geladeira", diz.
A empresária afirma que recebeu da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) a previsão de que o serviço seria restabelecido até as 17h desta segunda-feira. No entanto, por volta das 22h, o imóvel continuava completamente às escuras.
O que diz a Cemig
O balanço mais recente divulgado pela Cemig indica que aproximadamente 150 mil consumidores ainda estão sem energia elétrica em Minas Gerais. O número representa uma redução de 80% em relação aos 640 mil consumidores que chegaram a ser afetados pelo temporal, segundo a estatal.
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A Cemig informou que, desde o início das ocorrências, cerca de 490 mil consumidores já tiveram o fornecimento de energia restabelecido. Na Região Metropolitana de Belo Horizonte, o número de unidades consumidoras sem luz caiu de 389 mil para 65 mil, uma redução de 85%. Na capital, a queda foi ainda maior: de 282 mil para 32 mil clientes, o equivalente a 90%.
A Cemig considerou a tempestade deste domingo o evento climático de maior impacto sobre o sistema de distribuição em seus 74 anos de história. Durante o temporal, as condições meteorológicas atingiram níveis extremos: foram contabilizadas cerca de 60 mil descargas atmosféricas, volume aproximadamente seis vezes superior ao esperado para uma tempestade dessa magnitude.
Além da intensa atividade elétrica, os fortes ventos provocaram danos à rede de distribuição em diversas regiões do estado. As rajadas atingiram até 150 km/h em Patos de Minas, no Alto Paranaíba; 105 km/h em Lavras, no Sul de Minas; e 90 km/h em Belo Horizonte.
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Para enfrentar os impactos da tempestade, a Cemig ampliou a força de trabalho e manteve cerca de 4.600 profissionais mobilizados nas ruas, atuando na recuperação da rede elétrica, na substituição de equipamentos danificados e em manobras operacionais para restabelecer o fornecimento de energia. Segundo a companhia, os trabalhos de restabelecimento continuariam ininterruptamente durante a noite e a madrugada desta terça-feira (27/10).
