O incêndio que atingiu um apartamento no Prado, Região Oeste de Belo Horizonte, na tarde dessa segunda-feira (12/10), pode ter começado no escritório do imóvel, segundo o filho da moradora, de 20 anos. Em relato à Polícia Militar (PM), ele contou que sentiu cheiro de queimado, semelhante ao de fiação elétrica, enquanto usava o computador no quarto. A mãe dele, de 53 anos, sofreu queimaduras de terceiro grau em aproximadamente 62% do corpo.
O jovem relatou que se levantou para verificar o odor, mas não identificou alguma anormalidade. Ao retornar ao quarto, percebeu uma fumaça densa e escura entrando no cômodo. Ele foi até a janela, pediu socorro e chamou pela mãe, que estava dormindo.
Segundo o boletim de ocorrência, o rapaz ouviu a mulher gritar e presumiu que ela tentava sair do apartamento. Como as chamas já estavam altas no corredor, ele também tentou deixar o imóvel por esse caminho, mas sofreu queimaduras nos braços e nas costas.
A suspeita de que o fogo tenha começado no escritório, situado próximo ao quarto da mãe, foi levantada pelo próprio jovem. Até o registro da ocorrência, não havia confirmação técnica sobre o ponto de origem do incêndio.
Moradores de um prédio vizinho perceberam as chamas e alertaram os ocupantes. A mãe do jovem teria sido a primeira a acionar o Corpo de Bombeiros. Pessoas que entraram no apartamento para ajudar encontraram a cozinha e a área de serviço tomadas pelo fogo. O rapaz foi retirado do imóvel desacordado.
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As duas vítimas foram encaminhadas ao Hospital João XXIII. A mulher não tinha condições clínicas de prestar esclarecimentos à polícia. O filho, que sofreu queimaduras em cerca de 20% do corpo, foi liberado para conversar com os militares.
Vistoria
Em vistoria preliminar na noite de segunda-feira, a Defesa Civil constatou perda total do mobiliário do apartamento atingido, além de danos nas tubulações e nas instalações elétricas de todos os ambientes. A subsíndica foi notificada a manter a unidade isolada preventivamente.
No apartamento do andar superior, houve danos nos vidros das janelas, mas as chamas não avançaram para o interior do imóvel. O órgão também determinou o isolamento preventivo de partes das fachadas devido ao risco de queda de vidros.
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Apesar dos danos, a avaliação apontou baixo risco construtivo para a edificação. Os apartamentos 102, 202 e 302 foram liberados para o retorno dos moradores.
