A Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) iniciou as ações do período chuvoso 2026/2027 na manhã desta segunda-feira (5/10), durante reunião do Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos, realizada no Centro da cidade. Na ocasião, o subsecretário de Proteção e Defesa Civil de Belo Horizonte, Elcione Menezes, traçou o diagnóstico climático para os próximos meses na capital, influenciado pelo El Niño.
Segundo Menezes, os últimos dados referentes às precipitações reforçam a imprevisibilidade do clima impulsionada pelas mudanças globais. Em setembro, a expectativa de precipitação era de 50 milímetros pela média climatológica, mas a capital registrou mais de 250 milímetros - um volume cinco vezes superior ao projetado.
Em relação aos impactos do fenômeno El Niño e das transições de neutralidade climática, o subsecretário destacou que BH figura em uma “faixa branca” nos mapas dos órgãos oficiais de meteorologia, o que exige um plano de preparação para três eventos distintos.
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"A neutralidade não significa que não teremos impactos. Belo Horizonte está exatamente em uma zona de transição entre o Sul, que tende a registrar volumes de chuva e ventos muito acima da média, e o Norte/Nordeste, onde a previsão é de estiagem e calor forte. Por estarmos no meio desse caminho, nos preparamos para os três eventos: chuvas volumosas, rajadas de vento e picos de ondas de calor", explicou Elcione Menezes.
Monitoramento
Diante do cenário, a PBH entra em regime de plantão 24 horas por dia, sete dias por semana. A capital, segundo Menezes, conta atualmente com 48 áreas de risco geotécnico e de alagamento rigorosamente monitoradas.
A estratégia para enfrentar o período de chuvas envolve uma força-tarefa multidisciplinar comandada a partir do Centro de Operações da Prefeitura (COP-BH):
- Limpeza e Drenagem: A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) já recolheu mais de mil toneladas de resíduos em galerias e córregos. Paralelamente, foram desobstruídos e inspecionados 41 quilômetros de galerias de drenagem no município.
- Obras e Vilas: A Sudecap atua em obras de macrodrenagem e bacias de detenção, enquanto a Urbel direciona intervenções de urbanização e contenção de encostas nas vilas e aglomerados
- Trânsito e Bloqueios: A BHTrans e a Defesa Civil coordenam o plano de interdição preventiva de vias sujeitas a alagamentos.
- Acolhimento e Proteção: A Secretaria Municipal de Assistência Social, Direitos Humanos e Cidadania estruturou abrigos para o acolhimento imediato de famílias atingidas, se houver necessidade.
O que é o Grupo Gestor de Riscos
O Grupo Gestor de Riscos, Desastres e Eventos Climáticos Extremos da Prefeitura de Belo Horizonte é um comitê técnico focado em quatro eixos fundamentais: mitigação, prevenção, resposta e reconstrução em casos de desastres. O grupo realiza reuniões de trabalho rotineiras todas as segundas-feiras, às 9h, para deliberar sobre soluções, podendo também fazer convocações extraordinárias conforme a evolução de eventos climáticos na capital.
A atuação do órgão ocorre de forma contínua durante todo o ano, utilizando o período de seca para o planejamento e execução de ações integradas entre as diversas pastas municipais, de acordo com suas responsabilidades institucionais. Já no período chuvoso, o grupo assume a coordenação das respostas operacionais de cada secretaria.
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Dentro dessa estrutura, cabe à Defesa Civil a articulação, a direção executiva, o monitoramento e a emissão de alertas meteorológicos - ferramenta concedida pela União e acionada pelo município para informar preventivamente a população que vive ou se desloca por áreas de risco.
