Vendedor de acarajé da Feira Hippie é morto a tiros na Região da Pampulha
O comerciante estava a caminho da barraca que comanda todos os domingos na Afonso Pena, quando foi emparelhado por uma moto e surpreendido com disparos
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Um comerciante da Feira Hippie, de 46 anos, foi morto a tiros no Bairro Trevo, na Região da Pampulha em Belo Horizonte (BH), na madrugada desse domingo (25/10). Rui Wanderley Barbosa da Silva se deslocava a caminho da barraca de acarajé que administrava aos domingos na Avenida Afonso Pena, quando uma moto emparelhou a Kombi em que estava e o garupa disparou contra o vendedor. O suspeito, de 45, prestou depoimento e foi liberado depois.
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Em contato com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o irmão relatou que estava ao lado do vendedor na hora do ataque e que uma dupla sobre uma moto havia emparelhado o veículo. Um dos ocupantes disparou contra o comerciante, que conseguiu levar o veículo por alguns metros.
Uma viatura da PMMG abordou os motoristas, levando a vítima ao Hospital Risoleta Neves, na Região Norte de BH. Porém, ele não resistiu e morreu. Ao descrever os suspeitos, o familiar destacou que um deles usava capacete branco.
Discussão pode ter motivado ataque
A filha da vítima relatou que, além da barraca na Feira Hippie, o comerciante comandava uma lanchonete no Bairro Xangrilá, também na Região Norte. Ela afirmou que, no final de semana, um motoqueiro de uma cooperativa havia sido contratado para fazer uma entrega, porém, ele passou por dificuldades no momento de concluir a tarefa, o que resultou em uma discussão pelo telefone.
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O suspeito retornou ao estabelecimento, começou a discutir com a mulher e, posteriormente, com o dono da lanchonete. No fim, o entregador saiu do estabelecimento e prometeu retornar com uma “peça” para cobrar os donos do comércio.
O chefe da cooperativa contratada foi ao local e conversou com a família responsável pela venda de acarajé. Ele questionou se a família tinha interesse em fazer o boletim de ocorrência, mas naquele momento eles preferiram não dar prosseguimento à denúncia, pois o motoqueiro prestava serviços há dois anos ao comércio.
Preso e liberado
As descrições citadas possibilitaram que a PMMG fosse ao endereço do suspeito, no Bairro Conquista, em Contagem, na Grande Belo Horizonte (BH). Ao chegar ao local, ele confirmou que havia passado por dificuldades para concluir uma entrega e que havia sido “destratado” por uma mulher do estabelecimento ao telefone. Ao retornar ao local, ele discutiu novamente com a família e que, após sair do local, havia ido a um churrasco de amigos.
O suspeito contou a PMMG que havia reformado o aparelho celular e que não tinha como comprovar que estava nessa festa. Tanto o aparelho quanto um capacete branco, similar ao narrado pelo irmão da vítima, foram apreendidos.
O investigado foi levado para prestar depoimento e posteriormente liberado. A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) afirmou que investiga o crime e busca a elucidação dos fatos.
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* Estagiário sob supervisão da editora Ellen Cristie.