Correios iniciam coleta gratuita de lixo eletrônico em agências
Parceria com a Circular Brain permite descarte sustentável sem custos; serviço está disponível em unidades com Balcão Cidadão sem agendamento prévio
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Os Correios iniciaram a coleta gratuita de equipamentos eletrônicos pós-consumo em agências que dispõem do serviço Balcão Cidadão. A iniciativa decorre de uma parceria com a Circular Brain e não gera despesas para os consumidores.
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A novidade é lançada nesta quarta-feira (14/10), data que marca o Dia Internacional do Lixo Eletrônico. O atendimento ocorre diretamente no balcão das unidades participantes e dispensa qualquer agendamento prévio, facilitando o acesso da população a locais adequados para o descarte sustentável.
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Como preparar os aparelhos para postagem
O procedimento para a entrega nas agências exige apenas cuidados simples com o acondicionamento dos produtos. O cidadão precisa reunir os equipamentos em uma caixa com peso total de até 30 kg e comparecer até a unidade postal mais conveniente.
A caixa deve ser levada aberta ao balcão. O fechamento da embalagem ocorre no próprio momento da postagem, sob os cuidados do atendente dos Correios, o que assegura a conferência imediata do conteúdo transportado.
Durante o atendimento, a pessoa informa dados básicos para cadastro: nome, Cadastro de Pessoas Físicas (CPF), endereço completo, correio eletrônico e número de telefone. Ao término do registro, o cliente recebe um comprovante formal que atesta o envio.
O que pode e o que não pode ser descartado
A modalidade é voltada para itens eletroeletrônicos de pequeno porte que costumam permanecer guardados sem utilidade em residências. “Sabemos que muitas pessoas guardam esses pequenos eletrônicos em casa pois não sabem o que fazer com eles, ou porque suas cidades não são atendidas por um ponto de entrega voluntária. Agora, é só juntar os aparelhos numa caixa e passar no Correio mais próximo quando for resolver outra questão”, diz Marcus Oliveira, CEO da Circular Brain.
O serviço recebe os seguintes materiais:
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telefones celulares e aparelhos similares
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computadores portáteis e notebooks
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tablets e dispositivos de leitura
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fones de ouvido e pequenos acessórios de som
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cabos diversos, fios e conectores
Determinados materiais não podem ser postados por meio desse fluxo de atendimento. Pilhas, baterias avulsas e lâmpadas continuam proibidas nessa modalidade, necessitando de outros pontos específicos para destinação.
Logística reversa e preservação ambiental
Após a postagem na agência, os aparelhos seguem para a Rede Circulare, administrada pela Circular Brain. O sistema conecta cada remessa diretamente ao reciclador homologado mais próximo da localidade de origem, reduzindo distâncias no transporte.
Todo o trajeto dos materiais passa por rastreamento detalhado até o destino final. O procedimento viabiliza o retorno de matérias-primas à cadeia produtiva da indústria, além de impedir o despejo desses resíduos em lixões ou aterros comuns, onde poderiam contaminar o solo e a água.
O Brasil gera cerca de 2,4 milhões de toneladas de lixo eletrônico por ano, e só cerca de 3% desse volume é formalmente coletado, segundo a Global E-waste Statistics Partnership (UIT/Unitar), com dados de 2022. Em 2025, a Rede Circulare processou 83 mil toneladas de resíduos eletroeletrônicos. A iniciativa contribui para impulsionar a taxa de recolhimento formal de resíduos eletroeletrônicos no país e mitigar impactos ao meio ambiente decorrentes do descarte incorreto de metais pesados e outros compostos.
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A estruturação dos pontos de entrega cumpre as diretrizes da Política Nacional de Resíduos Sólidos, regida pela Lei 12.305/2010, e as determinações do Decreto 10.240/2020. Os textos legais estabelecem metas de recolhimento e obrigam fabricantes, importadores, distribuidores e comerciantes a organizarem sistemas de logística reversa.
“Quando ficam parados em casa, sem utilidade, esses eletrônicos deixam de ser reciclados. Com isso, a indústria perde muitas matérias-primas que poderiam voltar à cadeia produtiva sem a necessidade de explorar novamente o meio-ambiente. Quando são jogados fora no lixo comum, contaminam o solo, água e podem trazer riscos à saúde humana”, conclui Oliveira.
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* Estagiária sob supervisão da editora Ellen Cristie.