Banheiros autolimpantes de BH batem recorde com 900 mil usos em 2026
Serviço registra crescimento de 30% na média diária de usuários, mas furtos e depredações são responsáveis por 77% das manutenções necessárias
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Os banheiros autolimpantes de Belo Horizonte registraram 901.836 utilizações entre janeiro e setembro de 2026. Os dados, de um relatório da empresa que opera os equipamentos, indicam uma média de 100.204 usos por mês.
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O período também revelou um crescimento de 30,9% na média diária de usuários. O número saltou de 2.885,48 em janeiro para 3.777,63 em setembro. Atualmente, a cidade conta com sete equipamentos em operação, incluindo os recém-instalados na Praça do Papa e na Pampulha.
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Desde o início das operações, em fevereiro de 2025, os banheiros já somam 1.578.857 utilizações. Os registros de 2026 são responsáveis por 57,1% desse total. O terceiro trimestre do ano foi o de maior volume, com média de 110.075 usos mensais, 19% acima da média do primeiro trimestre. Agosto foi o mês com maior movimento, totalizando 117.946 utilizações.
Praça da Estação concentra maior utilização
A unidade da Praça da Estação lidera o número de usos, com 245.621 registros, o que corresponde a 27,2% do total. Em seguida, aparecem os banheiros da Rua Tabaiares, com 222.702 utilizações (24,7%), e da Rua Olegário Maciel, com 152.687 (16,9%).
Completam a lista a unidade da Praça Rio Branco, com 146.234 usos (16,2%), e a da Rua Rio de Janeiro, com 116.225 (12,9%). O banheiro da Praça do Papa, ativo desde agosto, registrou 16.674 utilizações nos dois primeiros meses. Já o da Pampulha, que começou a operar em setembro, teve 1.693 usos.
Vandalismo e roubos são responsáveis pela maior parte das intervenções
O aumento no uso dos equipamentos acompanha a necessidade de manutenção. Entre fevereiro e setembro de 2026, foram realizadas 61 intervenções corretivas, sendo 47 delas motivadas por vandalismo ou roubo. Apenas 14 ocorreram por falhas técnicas.
Os gastos com materiais para reparos somaram R$ 15.663 no período. Desse valor, R$ 8.977 (57%) foram destinados a consertos por vandalismo e roubo. O restante, R$ 6.686, cobriu falhas técnicas. O contrato de operação já inclui mão de obra e deslocamentos.
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A unidade da Praça Rio Branco foi a que mais demandou intervenções, com 26 ocorrências, seguida pela Praça da Estação (11) e Sapucaí (dez). Entre os problemas estão furto de sensores, grades de ventilação, fiação elétrica, pichações e danos em portas e pisos. Em um dos casos, na Rua Rio de Janeiro, o roubo da fiação externa exigiu a instalação de um novo padrão de luz.