Oito meses após o crime, Ítalo Jefferson da Silva, suspeito de estuprar e matar a estudante de psicologia Vanessa Lara, de 23 anos, em fevereiro de 2026, será julgado pelo Tribunal do Júri na Comarca de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (30/9). A sessão será presidida pela juíza Alina Tereza de Mattos Azevedo, da Vara Única da Comarca de Juatuba, a mesma que anteriormente manteve o réu em prisão preventiva.
O réu foi pronunciado pelos crimes de homicídio qualificado, por meio cruel e para assegurar a execução, a ocultação, a impunidade ou vantagem de outro crime, bem como nos artigos 213 (estupro) e 211 (destruição, subtração ou ocultação de cadáver), na forma do artigo 69 do Código Penal, conforme denúncia oferecida pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).
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O crime
Em 10 de fevereiro deste ano, Vanessa Lara foi encontrada morta com sinais de violência em uma pista de caminhada cercada de vegetação e à beira de uma rodovia de Juatuba. A jovem retornava do trabalho, no Sistema Nacional de Emprego (Sine) da cidade, de onde saiu por volta das 12h, quando o homem a violou sexualmente e a matou, utilizando um cabo de notebook.
O criminoso já havia cumprido 23 anos, 11 meses e 19 dias, e estava solto desde 20 de dezembro de 2025. Uma decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça (STJ) absolveu Ítalo do crime de tráfico de drogas, beneficiando o réu com a progressão do regime e o consequente cumprimento da pena na prisão domiciliar.
Agora, Ítalo Jefferson está preso no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte. O caso segue tramitando sob segredo de Justiça.
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*Estagiário sob supervisão da subeditora Regina Werneck
