Os moradores de Viçosa, na Zona da Mata mineira, estão em alerta com o volume de chuva que atinge a cidade em setembro. Até o dia 22, o município registrou 139 milímetros (mm) de precipitação, um volume 248% superior à média histórica para todo o mês. O cenário acende um sinal de preocupação com o risco de novas enchentes, especialmente após a tragédia que deixou 72 mortos na região em fevereiro.
A previsão meteorológica indica que a instabilidade deve continuar nos próximos dias, com possibilidade de mais temporais. A Defesa Civil monitora a situação e as áreas de risco, já que o solo encharcado aumenta a vulnerabilidade a deslizamentos e inundações.
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Quanto choveu em Viçosa em setembro?
O volume de 139 mm registrado até 22 de setembro representa quase duas vezes e meia o esperado para os 30 dias do mês, que tem uma média climatológica de 56 mm. Esse excesso de precipitação em um curto período sobrecarrega os sistemas de drenagem e eleva o nível dos rios e córregos que cortam a cidade.
Por que os moradores temem novas enchentes?
O temor da população tem como base a recente tragédia de fevereiro, quando fortes chuvas na Zona da Mata resultaram em uma das piores enchentes da história da região. Na ocasião, 72 pessoas morreram e milhares ficaram desabrigadas. As cenas de destruição e as perdas humanas ainda estão vivas na memória dos moradores, que agora observam com apreensão cada novo temporal.
A enchente de fevereiro causou estragos significativos na infraestrutura de diversas cidades, incluindo Viçosa. Pontes foram danificadas, ruas foram invadidas pela água e muitas famílias perderam suas casas e bens. O trauma coletivo faz com que o atual volume de chuvas seja recebido com um sentimento de angústia e medo.
O que fazer em caso de risco de enchente?
Fique atento aos alertas meteorológicos emitidos pelos canais oficiais do órgão e da prefeitura.
Evite trafegar por áreas alagadas ou com risco de inundação, tanto a pé quanto de carro. A força da correnteza pode ser enganosa e arrastar pessoas e veículos.
Observe sinais de perigo em sua residência, como rachaduras nas paredes, trincas no solo ou inclinação de postes e árvores. Caso note alguma alteração, saia do imóvel imediatamente.
Tenha um local seguro pré-definido para se abrigar, como a casa de parentes ou amigos que morem em áreas não afetadas.
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Em caso de emergência, acione a Defesa Civil pelo telefone 199 ou o Corpo de Bombeiros pelo 193.
