Um desentendimento motivado pela recusa em fornecer um cigarro culminou no assassinato de um homem de 46 anos nas primeiras horas deste domingo (20/9), na região do hipercentro de Belo Horizonte.
O autor da agressão, identificado como um homem de 30 anos, acabou capturado em flagrante pela Polícia Militar. Ambos os envolvidos viviam em situação de rua na capital mineira.
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O confronto ocorreu na rua Espírito Santo e chamou a atenção de um motorista que transitava pela área. Essa testemunha interceptou uma guarnição da Polícia Militar em patrulhamento preventivo pelo Hipercentro para alertar sobre o tumulto em andamento na via pública.
Ao comparecerem ao ponto indicado, os agentes localizaram o homem de 46 anos estendido no chão e apresentando lesões graves.
Um vídeo registrou o início da perseguição e das agressões. Pelas imagens, um homem de mochila nas costas desce correndo pela via, sendo acompanhado pelo outro, de camisa branca, que o persegue com um objeto comprido de cerca de um metro e meio em mãos.
Em determinada altura, a vítima cai, mas não é possível saber se foi atingida ou se tropeçou. Enquanto rola no asfalto, tentando se reerguer, o agressor se posiciona atrás dela com o instrumento erguido sobre a cabeça, mira por uma fração de segundos e desfere um golpe de cima para baixo contra a nuca do homem perseguido.
Ferido, o homem rola para o lado e para junto ao meio-fio, ergue as mãos, mas é novamente golpeado, mesmo com um carro parado à frente com a luz de freios acionada. Indiferente a isso, o agressor procura brechas na defesa dos braços da vítima e a atinge novamente.
O agredido tenta em mais um esforço tomar impulso com as pernas para se erguer, mas é mais uma vez atingido pelo agressor, que gira em torno da vítima para desferir golpes na cabeça, pelas costas, onde o homem ferido não consegue se defender.
Ainda assim, a vítima consegue se erguer e levanta andando para trás, no passeio, cambaleante. Usa uma mochila como escudo para tentar se defender. Tenta manter a distância do agressor, que continua a cercá-lo e a mirar o instrumento de ataque.
As imagens cessam com os dois de volta às vias públicas, fora do alcance da filmagem.
Como foi o socorro à vítima?
Socorristas conduziram o indivíduo até o Hospital João XXIII para atendimento de emergência, contudo o quadro clínico evoluiu para óbito devido à gravidade dos traumatismos provocados na face, na nuca, no pescoço e no crânio.
Equipamentos do sistema de monitoramento Olho Vivo registraram a dinâmica do ataque. O material gravado detalha o agressor portando um pedaço de madeira enquanto perseguia a vítima pelas vias públicas; quando o alvo caiu sobre a via, recebeu repetidos golpes desferidos com o objeto de madeira.
Populares informaram aos militares que o responsável pelos golpes havia escapado em direção à rua Carijós.
Durante as buscas pelas imediações, as forças de segurança localizaram o homem sob a estrutura de um caminhão, ponto onde ele se abrigava para tentar impedir a abordagem, sendo contido e imobilizado pelos agentes.
Ao prestar esclarecimentos aos policiais condutores da ocorrência, o homem detido confessou ter utilizado a madeira para espancar o outro indivíduo após uma disputa verbal motivada pela posse de um cigarro.
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Segundo o relato policial documentado no boletim, o suspeito manteve postura de frieza e não manifestou arrependimento pelo ato cometido.
Violência no Hipercentro
- Desentendimento inicial: discussão motivada pela recusa na entrega de um cigarro na área central
- Perseguição na via: autor persegue a vítima pela rua Espírito Santo armado com pedaço de madeira
- Agressões gravadas: golpes desferidos contra a cabeça e o corpo da vítima após queda no asfalto
- Alerta de testemunha: motorista que presencia o tumulto avisa viatura da PM em patrulhamento
- Socorro médico: vítima encaminhada ao Hospital João XXIII com múltiplos traumatismos graves
- Tentativa de fuga: agressor se esconde sob a estrutura de um caminhão na rua Carijós
- Prisão em flagrante: policiais militares imobilizam o suspeito e confirmam a confissão do homicídio
Denúncia e apoio à segurança pública
- Polícia Militar: acionamento imediato de viaturas pelo telefone de emergência 190
- Disque Denúncia Unificado: repasse anônimo de informações sobre crimes pelo número 181
- Serviço de Atendimento Móvel de Urgência: suporte médico pré-hospitalar pelo telefone 192
- Vulnerabilidade social: orientações e serviços de acolhimento social pelo Disque 100
