Homem que estuprou e matou universitária é condenado a 65 anos de prisão
Vítima, uma jovem de 23 anos, foi atacada quando se dirigia a um ponto de ônibus na rodovia BR-262, em Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte
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Ítalo Jefersson da Silva foi condenado a 65 anos e 8 meses de prisão pelos crimes de feminicídio qualificado, estupro e ocultação de cadáver da estudante de psicologia Vanessa Lara de Oliveira, então com 23 anos. Ele deverá cumprir a pena em regime inicialmente fechado e não poderá recorrer em liberdade. O homem foi julgado nesta quarta-feira (30/9) pelo Tribunal do Júri da Comarca de Juatuba, na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
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A sentença também determina uma pena de 23 dias-multa crime e o pagamento de R$ 100 mil por danos morais à família da vítima. A universitária foi morta no último dia 9/2, uma segunda-feira, em Juatuba, quando seguia em direção a um ponto de ônibus na rodovia BR-262 no retorno do trabalho para casa. Vanessa morava em Pará de Minas, na região Central do Estado.
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Quando violentou e matou a jovem, Ítalo Jefersson cumpria pena, em prisão domiciliar, por roubo (quatro condenações), estupro (três condenações), atentado violento ao pudor, furto e resistência. A pena totalizava 38 anos, 10 meses e 29 dias. Porém, uma decisão monocrática do Superior Tribunal de Justiça (STJ) o absolveu do crime de tráfico de drogas, o que o beneficiou com a progressão do regime.
Prisão e confissão
Ítalo Jefersson foi detido 3 dias depois de cometer o crime. Segundo a denúncia do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), ele foi encontrado no município de Carmo do Cajuru, enquanto viajava em um vagão de trem de carga, e confessou o assassinato. Desde então, está preso no Presídio José Martinho Drumond, em Ribeirão das Neves, também na Região Metropolitana de Belo Horizonte.
Vanessa Lara de Oliveira prestava serviço para uma empresa terceirizada no Sistema Nacional de Emprego (Sine), em Juatuba. Familiares contaram que a jovem trabalhava para custear a faculdade de psicologia. O corpo da jovem foi encontrado no dia seguinte ao crime (10/2) em uma área de mata, com sinais de violência.
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Segundo a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Ítalo Jefersson afirmou que abordou a vítima, disse que não a conhecia e que a morte ocorreu por estrangulamento com um cabo de notebook. Porém, negou o abuso sexual.