Operação Déjà Vú mira tráfico de drogas que movimentou R$ 70 milhões em Minas
Grupo usava Juiz de Fora como base logística e contava com bunker, casas de luxo e até guinchos para escoar drogas para outros estados
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou a operação “Déjà Vú” para desarticular uma organização criminosa de tráfico interestadual de drogas. O grupo usava a cidade de Juiz de Fora, na Zona da Mata, como principal entreposto para receber e distribuir entorpecentes.
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A operação cumpre 13 mandados de prisão, 30 de busca e apreensão e 26 de sequestro de bens. As ações ocorrem nas cidades de Juiz de Fora, Barbacena, Piau e Belo Horizonte. A Justiça autorizou o bloqueio de até R$ 70 milhões em bens, imóveis, veículos, valores em contas bancárias e criptoativos.
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Segundo o MPMG, a estimativa é que o grupo tenha movimentado mais de R$ 70 milhões com a venda de drogas nos últimos 18 meses. Os criminosos utilizavam imóveis de alto padrão, como granjas e casas em condomínios fechados, para armazenar e fracionar os entorpecentes.
Durante o cumprimento das ordens judiciais, as equipes apreenderam veículos, uma arma de fogo, imóveis e grande quantidade de droga. As diligências também levaram à descoberta de um laboratório de refino e de um bunker usado como depósito. Além dos mandados de prisão, outras três pessoas foram presas em flagrante.
Como o grupo agia
A investigação começou a partir da troca de informações entre as agências de inteligência do Ministério Público e da Polícia Rodoviária Federal (PRF). Os levantamentos apontaram que a rede criminosa trazia os entorpecentes de São Paulo, Paraná e da região metropolitana de Belo Horizonte.
A partir da base na Zona da Mata mineira, as drogas eram escoadas para traficantes no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e para o mercado local. Durante a investigação, a atuação integrada com as polícias Militar e Rodoviária Federal causou um prejuízo estimado de R$ 7 milhões ao grupo, com a apreensão de 195 kg de pasta base de cocaína e 476 kg de maconha.
Para o transporte, a organização usava caminhonetes com fundos falsos, veículos de escolta e até empresas de guincho para recuperar cargas ilícitas em caso de problemas mecânicos. A liderança do grupo tentava se proteger com o uso de identidades falsas.
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O lucro do tráfico passava por um processo de lavagem de capitais, com a compra de veículos e imóveis em nome de "laranjas" e o uso de atividades comerciais lícitas para disfarçar a origem do dinheiro. Com base nas provas, o Poder Judiciário autorizou os mandados para descapitalizar a organização e responsabilizar os envolvidos.