ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA

Serjão do PCC e família são denunciados por tráfico e lavagem de dinheiro

Ao todo, 31 pessoas foram denunciadas pelo MPMG; investigação aponta mais de 2,2 toneladas de cocaína apreendidas e movimentação financeira superior a R$ 79 milhões

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Apontado como uma das lideranças de uma organização criminosa investigada por tráfico interestadual de drogas e lavagem de dinheiro, Serjão do PCC, a esposa, as filhas e outras 27 pessoas foram denunciados pelo Ministério Público (MPMG). Ao todo, 31 integrantes são acusados de participar do esquema, que teria movimentado mais de R$ 79 milhões e estaria ligado a dez grandes carregamentos de drogas interceptados entre 2024 e 2026, com mais de 2,2 toneladas de cocaína apreendidas.

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A denúncia foi apresentada pela 2ª Promotoria de Justiça de Tupaciguara, no Triângulo Mineiro, no âmbito da Operação Mens Occulta. As investigações foram conduzidas pela Polícia Federal e, segundo o MPMG, identificaram uma organização com estrutura hierarquizada e divisão de funções para o transporte, armazenamento e distribuição de drogas, além da movimentação e ocultação dos recursos obtidos com o tráfico.

A apuração começou após a apreensão de 312 quilos de cocaína no Triângulo Mineiro, em setembro de 2024. A partir do flagrante, os investigadores chegaram à ligação do grupo com outros nove grandes carregamentos interceptados ao longo dos dois anos seguintes.

No conjunto, as apreensões somaram mais de 2,2 toneladas de cocaína, além de outras drogas, armas de fogo e dinheiro em espécie.

Estrutura do grupo

Segundo a denúncia, a organização criminosa funcionava de maneira estável e permanente, com integrantes responsáveis por diferentes etapas da atividade. A investigação identificou núcleos ligados à liderança, à logística das cargas, ao transporte e armazenamento dos entorpecentes e à distribuição das drogas.

O grupo também teria uma frente dedicada à movimentação financeira e à ocultação do patrimônio obtido ilegalmente. Para transportar os entorpecentes, os investigados usariam caminhões, carretas e outros veículos adaptados com compartimentos escondidos.

De acordo com o MPMG, as drogas tinham como origem principalmente Mato Grosso do Sul e Rondônia e eram levadas para Minas Gerais e São Paulo. A utilização de veículos modificados permitia esconder os carregamentos durante o deslocamento entre os estados.

Mais de R$ 79 milhões

Além da dimensão do tráfico, a investigação identificou uma engrenagem financeira utilizada, segundo o Ministério Público, para dificultar o rastreamento dos valores obtidos com a venda das drogas.

A denúncia aponta o uso de empresas de fachada, contas bancárias de terceiros e bens registrados em nome de outras pessoas. Os investigadores também identificaram sucessivas operações financeiras que, segundo o MPMG, tinham o objetivo de dissimular a origem ilícita dos recursos.

As movimentações financeiras analisadas durante a investigação ultrapassaram R$ 79 milhões. Para o Ministério Público, a estrutura financeira fazia parte da própria organização criminosa e tinha como finalidade ocultar o patrimônio e os ganhos provenientes do tráfico.

Pedidos do Ministério Público

Na denúncia, o MPMG atribui aos acusados, de acordo com a participação individual apontada para cada um, crimes de tráfico interestadual de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

O órgão também pediu à Justiça a manutenção das medidas cautelares determinadas durante a investigação e o perdimento dos bens apreendidos ou sequestrados no decorrer da operação.

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Outro pedido é que seja estabelecido um valor mínimo de R$ 10 milhões para reparação dos danos causados pelas infrações e pelo dano moral coletivo decorrente da atuação da organização criminosa.

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