Estudante de medicina é indiciado por estupro e gravação clandestina em BH
Polícia Civil concluiu inquérito que apurou denúncias de duas vítimas. Faculdade Ciências Médicas afirma que aluno foi suspenso e está afastado da instituição por decisão judicial; defesa do estudante ainda não se manifestou
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O estudante de medicina Manoel Antônio Januário Filho, de 23 anos, foi indiciado pelos crimes de estupro e registro não autorizado da intimidade sexual após investigação da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG). O inquérito, que apurou denúncias feitas por duas vítimas, foi concluído e encaminhado à Justiça na terça-feira (15/9). Segundo a Faculdade Ciências Médicas de Minas Gerais (FCMMG), onde ele estuda, o aluno foi suspenso à época dos fatos e permanece afastado das atividades acadêmicas por determinação judicial.
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A investigação foi conduzida pela Delegacia Especializada em Atendimento à Mulher de Belo Horizonte (Deam). De acordo com a PCMG, o procedimento foi remetido à Justiça após a conclusão das diligências. Como o inquérito é sigiloso e já está com o Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), a corporação informou que não divulgará detalhes que constem nos autos.
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Além dos fatos investigados no inquérito concluído, a Polícia Civil informou que há outra investigação em andamento para apurar uma denúncia de tentativa de estupro envolvendo uma terceira vítima.
Aluno está afastado da faculdade
Em nota enviada à imprensa, a faculdade afirmou que adotou medidas contra o estudante desde que tomou conhecimento dos fatos. Segundo a instituição, ele foi inicialmente suspenso das atividades acadêmicas de acordo com os procedimentos internos.
Posteriormente, uma decisão judicial determinou que o aluno permanecesse afastado da suposta vítima e proibiu seu acesso às dependências e aos sistemas da faculdade. A instituição afirma ter cumprido a determinação e efetivado o afastamento cautelar.
Atualmente, segundo a FCMMG, o vínculo acadêmico do estudante está trancado. Com isso, ele não participa de aulas, estágios ou outras atividades vinculadas à faculdade.
A instituição também declarou que mantém o compromisso com a segurança e o bem-estar da comunidade acadêmica e que continuará colaborando com as autoridades responsáveis pela investigação, além de cumprir as determinações judiciais relacionadas ao caso.
Investigação segue em outra denúncia
A conclusão do inquérito não encerra as apurações relacionadas ao estudante. Conforme informado pela Polícia Civil, uma segunda investigação permanece em curso para verificar uma denúncia de tentativa de estupro apresentada por outra vítima.
O indiciamento realizado pela Polícia Civil é uma etapa da investigação criminal e não representa condenação. Após o encerramento do inquérito, cabe ao Ministério Público analisar os elementos reunidos e decidir sobre as medidas cabíveis no caso.
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A reportagem tentou contato com a defesa do estudante. O espaço segue aberto.