A menina Evellyn Jasmin Machado Acácio, assassinada em junho de 2023, aos 8 anos, foi alvo do crime porque conhecia os homens que a haviam sequestrado. A conclusão consta no inquérito elaborado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que integra a denúncia acatada nesta quinta-feira (27/8) pela Vara Criminal da Comarca de Sabará, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, após oferecimento do Ministério Público do Estado de Minas Gerais (MPMG).
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Evellyn foi sequestrada junto com a própria mãe, Ketlyn Oliveira, dentro de um salão de beleza em Sabará. A cabeleireira e amiga da genitora, Ana Raquel Brito, tentou impedir o sequestro e acabou sendo morta com um golpe de martelo na cabeça. O corpo da profissional foi encontrado por policiais militares dois dias após a morte, em um carro abandonado na BR-040, próximo ao Bairro Morada Nova, em Contagem, também na Grande BH.
Mãe e filha foram levadas. No percurso, a mãe da menina pulou do veículo para tentar fugir, mas foi perseguida e executada. Durante patrulhamento no Bairro Nações Unidas, os militares encontraram o corpo de Ketlyn caído no meio da via, com exposição de massa encefálica. A vítima portava maconha e o cartão do salão da outra vítima. Imagens de uma câmera de vigilância flagraram o momento em que a mãe de Evellyn é vista correndo no meio da rua. Ela é interceptada por um carro e, em seguida, disparos são feitos em sua direção.
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Após isso, a criança foi levada para um sítio em Ravena, distrito de Sabará, onde foi mantida em cativeiro durante todo o dia. Ao final do dia, os dois suspeitos, sem conseguir contato com o pai dela e temendo ser reconhecidos caso a menina fosse libertada, resolveram matá-la. Evellyn conhecia os envolvidos. A criança foi levada para uma área de mata, onde ocorreu o assassinato, e o corpo foi desovado.
Envolvidos
O inquérito da PCMG apontou que o mandante do sequestro foi Sildirley Silva Acácio Machado, pai de Evellyn. A execução coube a Alex Lucas de Almeida e a Brayan Silva de Oliveira, que morreu no curso das investigações, em 2024. "Em razão da natureza dos fatos e da existência de vítima menor de idade, os autos tramitam sob segredo de justiça", comunicou o TJMG. Isso significa que depoimentos, laudos periciais e diligências investigativas não podem ser divulgados.
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Há ainda uma quarta indiciada, Sheila Cerqueira Gonçalves, que emprestou o carro utilizado no crime. Ela, Sildirley e Alex Lucas tornaram-se réus e permanecem presos preventivamente. De acordo com o Tribunal de Justiça (TJMG), o processo tramitará pelo procedimento do Tribunal do Júri, competente para o julgamento dos crimes dolosos contra a vida e outros delitos. Também foi determinado que os acusados apresentem resposta à acusação, por escrito, no prazo legal de 10 dias.
Relembre o caso
Sildirley teria planejado o sequestro da mãe da menina para agredi-la e deixá-la cega. Conforme o delegado, a motivação seriam as postagens feitas por Katlyn nas redes sociais, que responsabilizavam o investigado pela morte do companheiro, em 2022.
O pai da menina acreditava que, se deixasse a mulher cega, ela pararia de denunciá-lo online, segundo as investigações. Meses antes, Sildirley já havia mandado quebrar as pernas da mulher e estuprá-la. Ele, então, determinou o sequestro de Katlyn. Cabe destacar que os crimes foram orquestrados por ele enquanto já estava preso em uma penitenciária de segurança máxima, no Norte de Minas.
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O local do assassinato de Evellyn foi indicado por um dos suspeitos, que confessou o crime. Em julho deste ano, a PCMG fez buscas na região, mas o corpo da menina não foi localizado. No entanto, o inquérito policial confirmou a morte da criança.
