A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) deflagrou, nesta quarta-feira (12/8), em Juiz de Fora, na Zona da Mata, a operação “Canto da Sereia”, que investiga a possível prática de estelionato envolvendo falsas oportunidades profissionais no mercado da moda e da televisão.

De acordo com a PCMG, foram cumpridos mandados de busca e apreensão, além do bloqueio de contas da empresa suspeita do crime.

As investigações começaram com a denúncia de uma jovem que procurou a polícia alegando que, após ter vencido um concurso de Miss Plus Size, passou a receber, por intermédio da organizadora do evento, supostas propostas para trabalhos, castings e oportunidades de projeção profissional.

A empresa suspeita teria criado um cenário de aparente ascensão profissional, utilizando comunicações que simulavam contatos de grandes emissoras de televisão e agências de modelos. Porém, as investigações indicaram que parte dessas comunicações não era verdadeira.

O perfil do concurso nas redes sociais fez uma publicação afirmando não ter envolvimento com a situação.

Pagamentos

De acordo com a PCMG, para ter acesso às oportunidades oferecidas pela empresa, a vítima teria sido induzida a fazer vários pagamentos. Até o momento, foram identificados mais de R$ 76 mil em transferências comprovadas. Porém, a investigação aponta que o prejuízo financeiro da vítima e de familiares pode ser ainda maior.

Além da busca e apreensão, a Justiça determinou o bloqueio de valores existentes em contas vinculadas à empresa investigada.

Durante o cumprimento dos mandados, os policiais buscaram dispositivos eletrônicos, documentos e evidências digitais que possam ajudar a esclarecer a origem das comunicações, a dinâmica dos pagamentos e a eventual existência de outras vítimas.

A PCMG informou que o nome da operação - Canto da sereia - faz referência às promessas sedutoras que escondem uma armadilha, em alusão às supostas oportunidades de fama, televisão e projeção profissional que teriam sido utilizadas para conquistar a confiança da vítima.

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As investigações continuam, segundo a corporação.

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