PCMG vai apurar causas de incêndio em fábrica da Suggar
Corporação informou que aguarda a conclusão dos laudos que darão apoio ao trabalho
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A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) vai investigar o incêndio que atingiu parte da unidade da fábrica da Suggar na madrugada dessa sexta-feira (7/8), no Bairro Pilar, Região do Barreiro, em Belo Horizonte. Segundo o Corpo de Bombeiros, o galpão não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) aprovado. O documento obrigatório é responsável por atestar a segurança de uma edificação contra incêndio e pânico.
Em nota enviada ao Estado de Minas neste sábado (8/8), a PCMG informou que apura as causas e circunstâncias do incêndio. Segundo o informe, a corporação aguarda a finalização dos laudos que subsidiarão a investigação.
Na noite de ontem, a Defesa Civil interditou três imóveis e isolou a área externa de outro em decorrência do risco de colapso das estruturas da empresa Suggar. Os moradores tiveram que deixar os imóveis e se abrigar em residências de familiares. Uma possível realocação futura está sob responsabilidade da empresa Suggar.
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A unidade operava há 47 anos no endereço e teve uma área de cerca de 4 mil metros quadrados atingida pelo fogo. A unidade emprega cerca de 1.200 colaboradores.
Auto de vistoria
Segundo o porta-voz do Corpo de Bombeiros, tenente Henrique Barcellos, a fábrica não tinha Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) aprovado. O documento obrigatório é responsável por atestar a segurança de uma edificação contra incêndio e pânico.
"Nós identificamos um projeto aprovado que mostra que o processo estava em andamento, porém é de responsabilidade do empreendedor executar o projeto e depois notificar a corporação para que seja feita uma vistoria de liberação. Já houve um projeto anterior, a notificação aos bombeiros e no comparecimento no local, à época em 2022, a empresa foi notificada porque o projeto não estava executado", disse Barcellos.
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Segundo ele, o galpão estava irregular. O tenente ainda disse que foi feita uma nova tentativa de execução, em 2025, mas não houve a sinalização da corporação para que comparecessem ao local e autorizassem o AVCB que atesta a segurança contra incêndio e pânico. "Nós tivemos a informação da guarnição que estava aqui, de que não conseguiram utilizar o hidrante disponível", afirmou. Ainda segundo ele, a empresa será notificada.
Procurada pela reportagem, a Suggar Eletrodomésticos informou que o processo de obtenção do Auto de Vistoria (AVCB) seguia seu curso regular e que, nos termos da legislação estadual vigente, o processo de tramitação do auto não constitui impedimento ao funcionamento da unidade.
"A Suggar esclarece, ainda, que todos os sistemas de proteção e combate a incêndio instalados na edificação, incluindo sistema de hidrantes, sistema de detecção e alarme de incêndio e sistema de iluminação de emergência, foram objeto de vistoria técnica independente realizada em julho de 2026, conduzida pela empresa de engenharia responsável pela elaboração do PSCIP", comunicou.
O que aconteceu?
Um incêndio atingiu parte da unidade industrial destinada à produção de lavadoras semiautomáticas, depuradores de ar, cooktops e fornos elétricos. Conforme a Suggar, todos os colaboradores que estavam no local foram evacuados em segurança e não houve vítimas ou feridos. O Corpo de Bombeiros permanece no local realizando o trabalho de rescaldo. "A empresa acompanha a situação e está prestando o suporte necessário no entorno da unidade", esclareceu.
O Corpo de Bombeiros foi acionado à 0h50 para combater as chamas. Quando as primeiras equipes chegaram, grande parte do galpão utilizado como depósito de materiais já estava tomada pelo fogo. A intensidade das chamas provocou o colapso total do telhado e de outras partes da estrutura.
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Dentro da fábrica, os bombeiros conseguiram impedir que as chamas chegassem a um galpão onde havia óleo armazenado. Segundo o tenente, isso evitou que o incêndio ganhasse ainda mais intensidade. Apesar de as chamas estarem controladas, ainda existe risco estrutural na edificação.