RISCO AOS MORADORES

'Telhado pode continuar caindo', diz bombeiro sobre incêndio na Suggar

Bombeiros fazem rescaldo na fábrica e aguardam avaliação da Defesa Civil. Hidrante disponível no imóvel não funcionou durante o combate

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O tenente do Corpo de Bombeiros Henrique Barcellos afirmou, na manhã desta sexta-feira (7/8), que moradores de imóveis próximos à fábrica da Suggar, no Bairro Pilar, Região Oeste de Belo Horizonte, ainda não estão autorizados a voltar para casa devido ao risco de desabamento da estrutura atingida por um incêndio de grandes proporções durante a madrugada.

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Segundo o militar, o incêndio está controlado e as equipes trabalham no rescaldo, revirando os escombros para localizar e extinguir possíveis focos de fogo. Ninguém ficou ferido. “É um incêndio em um galpão industrial, em maioria, de materiais plásticos inflamáveis. Por se tratar de uma empresa de fabricação”, explicou o tenente sobre a dificuldade enfrentada pelas equipes no combate às chamas.

Algumas casas e outros imóveis próximos à fábrica foram evacuados ainda durante a madrugada por segurança. De acordo com Barcellos, um dos principais resultados da atuação dos bombeiros foi impedir que o fogo atingisse as construções vizinhas.

“Algumas casas e residências ao redor foram evacuadas desde a madrugada por segurança. E o fator positivo foi não propagar esse incêndio nas edificações vizinhas, inclusive galpões que teriam material combustível maior”, destacou.

Galpão com óleo foi preservado

Dentro da fábrica, os bombeiros conseguiram impedir que as chamas chegassem a um galpão onde havia óleo armazenado. Segundo o tenente, isso evitou que o incêndio ganhasse ainda mais intensidade. Apesar de as chamas estarem controladas, ainda existe risco estrutural na edificação. Rachaduras foram identificadas e há possibilidade de novos desabamentos.

“Os moradores ainda não foram autorizados a retornar para casa, porque ainda há risco de colapso do galpão, como rachaduras que mostram que o telhado pode continuar caindo. Por segurança, a Defesa Civil foi acionada e eles só poderão retornar depois de uma avaliação de segurança e estabilidade”, afirmou.

Hidrante não funcionou

O Corpo de Bombeiros também verifica a situação do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) da fábrica. Segundo Barcellos, o responsável pela empresa foi chamado para apresentar a documentação. O tenente informou ainda que, quando as primeiras equipes chegaram, encontraram equipamentos de combate a incêndio no imóvel. Um dos hidrantes disponíveis não pôde ser utilizado.

“Quando a equipe chegou, foram visualizados extintores. A guarnição tentou utilizar um dos hidrantes, que estava disponível, mas sem sucesso”, relatou. Ainda não se sabe por que o equipamento não funcionou.

Incêndio começou durante a madrugada

O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 0h50 para combater as chamas na fábrica de eletrodomésticos e eletroeletrônicos da Suggar, localizada na Rua Professor Otílio Macedo.

Quando as primeiras equipes chegaram, grande parte do galpão utilizado como depósito de materiais já estava tomada pelo fogo. A intensidade das chamas provocou o colapso total do telhado e de outras partes da estrutura.

Ao todo, 11 viaturas e 21 militares foram mobilizados durante o combate ao incêndio. Na manhã desta sexta-feira, as equipes permaneciam no local realizando o rescaldo. A causa do incêndio ainda é desconhecida.

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A Defesa Civil informou que aguarda a conclusão do trabalho de rescaldo e a liberação da área pelo Corpo de Bombeiros para realizar a avaliação de risco. "Assim que a vistoria for concluída, informaremos as condições verificadas no local", afirma em nota.

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