A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) tem 90 dias para concluir o inquérito do caso do desabamento da Casa de Repouso Pró-Vida e da residência, na Rua Soldado Mário Neto, no Bairro Jardim Vitória, Região Nordeste de Belo Horizonte. Na madrugada de 5 de março, o imóvel que abrigava uma família de cinco pessoas e era lar de 23 idosos desabou. O desmoronamento provocou a morte de 11 residentes da casa de repouso e do dono dos negócios, Renato Duarte, conhecido como Renatinho. Pouco mais de quatro meses depois do desastre, ainda não há respostas sobre o que motivou o desabamento.
Procurada na tarde desta segunda-feira (27/7), a PCMG informou que a Justiça acatou o pedido de dilação de prazo para a conclusão dos trabalhos.
"As diligências continuam sendo realizadas e permanecem pendentes o recebimento de alguns documentos essenciais para o prosseguimento e finalização dos procedimentos", comunicou em nota a corporação.
Por meio da assessoria, o 1º Departamento Belo Horizonte afirmou que a justiça concedeu o prazo de mais 90 dias devido às diligências em andamento para a conclusão do inquérito.
A reportagem também entrou em contato com o Tribunal de Justiça (TJMG) e o Ministério Público (MPMG) para saber detalhes da decisão, mas não obteve retorno até a publicação desta matéria.
Relembre o caso
A Casa de Repouso Pró-Vida desabou na madrugada de 5 de março, por volta de 1h30. No local estavam Sâmia Nunes, de 31 anos, uma das sobreviventes e viúva de Renatinho, o marido, também de 31, a filha do casal, além de outras 26 pessoas. Entre elas, os pais de Renatinho, que também moravam no endereço e, na casa de repouso, 23 idosos e uma cuidadora.
Desse total, 12 pessoas morreram soterradas. O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) informou que resgatou oito pessoas com vida e que nove conseguiram sair por meio próprios.
A rua foi interditada para o trabalho das equipes de resgate. Familiares de moradores do asilo também começaram a chegar ao endereço em busca de informações sobre as vítimas.
