A capitã da Polícia Militar (PMMG) Michele Leão Azevedo, de 41 anos, que morreu na noite dessa segunda-feira (20/7), em Belo Horizonte, ingressou na corporação em 2010 e construiu a carreira na área de segurança pública. O principal suspeito da morte é o companheiro dela, o sargento Eduardo Abner Pereira de Oliveira, de 37 anos, preso após levá-la ao hospital.

Michele iniciou a formação na PMMG em 2008 e, após dois anos de curso, tornou-se oficial da corporação. Ela ocupava o posto de capitã e tinha experiência na área de defesa, com ênfase em segurança pública.

Entre 2022 e 2023, concluiu uma especialização no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas Gerais (Ifsuldeminas). O trabalho de conclusão teve como tema "A importância do estudo da jurisprudência dos Tribunais Superiores na PMMG".

Ela atuava no Centro de Gestão Documental da PMMG (CGDOC), no Bairro Carlos Prates, na Região Noroeste de BH.

Morte é investigada

A capitã foi levada pelo próprio marido ao Hospital Odilon Behrens, no Bairro São Cristóvão, na Região Noroeste de Belo Horizonte, onde teve a morte confirmada. Segundo informações iniciais, o sargento afirmou aos profissionais de saúde que a esposa havia caído de uma escada em casa, no Bairro Santa Cruz.

No entanto, a equipe médica desconfiou da versão ao verificar que os ferimentos apresentados pela vítima não seriam compatíveis, a princípio, com esse tipo de acidente.

A polícia foi acionada e prendeu o militar. Conforme as informações preliminares, ele também tentou descartar uma caixa com comprimidos de ecstasy no banheiro do hospital. O material foi recuperado por membros da corporação.

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As circunstâncias da morte seguem sob investigação. A Polícia Militar informou que apresentará mais detalhes sobre o caso durante uma coletiva de imprensa prevista para esta terça-feira (21/7).

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