"Ela era totalmente animada." É assim que uma amiga de infância descreve Silvilene Rocha, de 37 anos, mineira morta a golpes de facão na madrugada de segunda-feira (13/7), em Marche-en-Famenne, na província de Luxemburgo, na Bélgica. Natural de Conselheiro Lafaiete, na Região Central de Minas, ela foi vítima de um ataque que também deixou outra brasileira gravemente ferida.
A amiga, que pediu para não ser identificada, contou que Silvilene estava havia algum tempo na Bélgica, onde trabalhava como garota de programa, e já se preparava para retornar ao Brasil. "Já estava quase na data prevista para retorno ao Brasil", afirmou.
Segundo ela, a família enfrenta dificuldades para trazer o corpo da vítima de volta ao país devido ao alto custo e à burocracia do processo de translado. Ainda conforme a amiga, os familiares preferem não conceder entrevistas neste momento.
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De acordo com a emissora belga TV Lux, o crime ocorreu na Avenue de la Toison d'Or. Silvilene foi encontrada morta em frente a uma agência bancária após ser atacada por um homem armado com um facão dentro de uma residência.
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A imprensa belga informou que o imóvel foi isolado pela polícia na manhã de segunda-feira e que marcas de sangue permaneceram visíveis na varanda. As investigações apontam que a casa, alugada por temporada, poderia estar sendo utilizada para a prática de prostituição. A outra brasileira ferida teria conseguido deixar o imóvel durante o ataque e foi socorrida em estado grave.
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Segundo a emissora pública belga RTBF, o Ministério Público de Luxemburgo apontou que Silvilene exercia atividade ligada à prostituição. O homem suspeito do crime teve a prisão preventiva decretada na noite de terça-feira (14/7). Ele deverá passar por uma audiência na sexta-feira (17/7), quando a Justiça decidirá se permanecerá detido durante as investigações.
