AJUDA HUMANITÁRIA

Após resgate de 23 pessoas na Venezuela, bombeiros mineiros deixam o país

Devido a diminuição de chances de encontrar novas vítimas dos terrremotos, equipe com 31 profissionais chega a BH na noite desta sexta-feira (10/7)

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A equipe de 31 bombeiros mineiros enviada para ajudar em trabalhos de busca, resgate e ajuda humanitária na Venezuela estão retornando para o Brasil e devem chegar na noite desta sexta-feira (10/7). De acordo com o governo venezuelano, cerca de 3,8 mil pessoas morreram em decorrência de dois terremotos que atingiram o Norte do país em 24 de junho. 

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No total, o Brasil enviou 71 bombeiros especializados em desastres naturais, vindos de Minas Gerais, São Paulo e Paraná. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG), nos 14 dias de buscas em Caraballeda, cidade do estado de La Guaira, 23 pessoas foram encontradas e retiradas dos escombros.

As chances de encontrar novos sobreviventes reduziu drasticamente, segundo a corporação e, por isso, na noite dessa quinta (9/7), os militares começaram a se mobilizar para retornar ao Brasil.

Para encontrar vítimas em meio aos escombros, os bombeiros utilizaram equipamentos chamados de “detectores de vida” e "detectores sísmicos”, que escaneiam o território. Também foram usados dois cães farejadores, Logan e Áquila, que ajudaram a localizar sobreviventes e corpos.

Tragédia sem precedentes

Dois tremores de magnitudes 7,2 e 7,5 devastaram grande parte da Venezuela em 24 de junho. Imagens de edificações desabando e da população desolada pelo desastre chocaram o mundo. 

O estado mais afetado foi La Guaira, próximo à capital Caracas, onde mais de 800 prédios foram atingidos e 190 deles desabaram totalmente.

Além dos mais de 3 mil mortos, a catástrofe deixou 16,7 mil feridos e 17,9 mil desabrigados, segundo o presidente do Parlamento, Jorge Rodríguez.

A Fundação Venezuelana de Investigações Sismológicas, órgão responsável por monitorar os tremores, tecnicamente chamados de sismos, contabilizou 804 deles até a manhã de 3 de julho. A maioria destes tremores (98%) teve magnitude inferior a 4, o que indica que não puderam ser sentidos pela população.

O país está em uma zona de fronteira entre as placas tectônicas do Caribe e a Sul-Americana e, por isso, é comum haver atividade sísmica na região. Os terremotos gêmeos de magnitudes 7,2 e 7,5 foram, porém, foram os mais fortes deste século.

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* Estagiária sob a supervisão da subeditora Tetê Monteiro

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