Rodríguez pede a rei britânico que libere ouro venezuelano para resposta a terremoto
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu ao rei Charles III do Reino Unido que seja “liberado” o ouro das reservas internacionais do país, que se encontra “retido” no Banco da Inglaterra, a fim de ajudar as vítimas do duplo terremoto ocorrido há duas semanas.
Estão depositados lingotes de ouro da Venezuela avaliados em 1,9 bilhão de dólares (9,78 bilhões de reais), cujo controle a Justiça britânica se recusou a ceder ao então governo de Nicolás Maduro.
“Decidi enviar uma carta ao rei da Inglaterra para que liberem o ouro que está retido no Banco da Inglaterra. Esse ouro é do nosso povo. É para lidar com as consequências do sismo" de 24 de junho, declarou Rodríguez nesta quarta-feira (8).
Rodríguez assumiu a presidência interina da Venezuela depois que Maduro foi capturado em 3 de janeiro, em uma operação militar dos Estados Unidos em Caracas, e levado para os EUA, acusado de narcotráfico.
O chanceler Yván Gil havia pedido mais cedo que fossem liberados os recursos da Venezuela “bloqueados” no exterior.
Rodríguez mencionou também que conversou com a diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Kristalina Georgieva, para insistir na obtenção de recursos desse organismo. “Agradeço pela atenção, pela compreensão”, disse.
A Venezuela possui no FMI 3,57 bilhões em direitos especiais de saque (DES), que equivalem a aproximadamente 5,1 bilhões de dólares (26,24 bilhões de reais), valor que foi bloqueado devido ao não reconhecimento de Maduro como presidente.
Delcy Rodríguez, que governa sob pressão dos Estados Unidos, era a vice-presidente de Maduro.
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nn/cr/ic