PM avalia a implementação de exames toxicológicos periódicos
Segundo o capitão Rafael Veríssimo, o exame toxicológico já é obrigatório para o ingresso na corporação por meio de concurso público
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A Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) avalia implementar a realização de exames toxicológicos periódicos em seus militares. A informação foi dada pelo capitão Rafael Veríssimo, durante o velório da capitã Michele Leão Azevedo, morta na segunda-feira (20/7).
De acordo com o porta-voz da PMMG, o exame toxicológico já é obrigatório para o ingresso na corporação por meio de concurso público. No entanto, a instituição estuda ampliar a exigência para que o procedimento também seja realizado ao longo da carreira dos militares.
A medida pode evitar novos casos como o de Michele. "Em relação à implementação, é algo que já está em estudo pela instituição. Está sendo avaliado. Evidentemente, precisamos de uma previsão legal para isso. É uma tratativa que também precisa acontecer com outros órgãos", disse ele à imprensa.
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A discussão veio à tona porque o sargento da PM, Eduardo Abner Pereira de Oliveira, principal suspeito pela morte da capitã Michele, descartou uma caixa com comprimidos de ecstasy no banheiro do Hospital Odilon Behrens, em Belo Horizonte. Em repercussão do caso, internautas questionam com que frequência exames toxicológicos são feitos na corporação.
De acordo com o edital do concurso do Curso de Formação de Oficiais (CFO) da PMMG, divulgado em setembro de 2025, é necessário que os candidatos realizem exames de saúde, entre eles: preliminares, complementares e toxicológico. Este último deve ser de larga janela de detecção a partir de amostras de queratina e possui caráter eliminatório.
O exame toxicológico de larga janela de detecção consegue identificar o consumo de drogas em um período de até 180 dias e é feito por meio de coleta de fios de cabelo ou pelos. Por isso, é considerado mais eficiente do que exames de urina e de sangue.
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Depois que o oficial é admitido, exames toxicológicos podem ser feitos quando o militar se envolve em condutas suspeitas para subsidiar investigações, sindicâncias ou processos administrativos disciplinares (PAD).
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O Estado de Minas questionou a PMMG sobre outras possíveis circunstâncias pelas quais o exame poderia ser solicitado. A corporação se limitou a informar que realiza "o cuidado com o efetivo por meio do programa de saúde ocupacional da Polícia Militar (PSOPM)" e que "todos os policiais militares são submetidos anualmente a avaliações e check-ups médicos e psicológicos preventivos".