Campanha conscientiza sobre os riscos das linhas com cerol em BH
Ação reuniu famílias no Parque Ecológico da Pampulha e reforçou orientações para empinar pipas com segurança durante as férias escolares
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Férias escolares, com pouca chuva e ventos fortes. Essa época do ano é considerada ideal para quem gosta de soltar pipas e papagaios. É também um alerta para evitar o uso de linhas cortantes, como cerol e linha chilena. Na manhã deste sábado (11/7), a Prefeitura de Belo Horizonte promoveu uma ação educativa para conscientizar crianças, adolescentes e adultos sobre os perigos do uso de linhas cortantes.
Realizada no Parque Ecológico Francisco Lins do Rêgo, conhecido como Parque Ecológico da Pampulha, a campanha "Cerol não é brincadeira" levou agentes da Guarda Civil Municipal a demonstrarem, com frutas e legumes, o alto poder de corte das linhas proibidas e alertar sobre os riscos para motociclistas, ciclistas, pedestres, animais e até para quem utiliza esse tipo de material.
Segundo o diretor de Operações da Guarda Civil Municipal, Reinaldo Morais, o objetivo é conscientizar a população antes que acidentes aconteçam. "Estamos distribuindo panfletos com informações sobre quais linhas podem ser utilizadas. Também estamos distribuindo pipas e papagaios para as crianças. Temos a atuação dos nossos mascotes divertindo as crianças. É uma campanha bem ampla, de modo a educar e conscientizar as pessoas para que não utilizem linhas cortantes", destacou.
“Empinar pipa é uma brincadeira saudável e faz parte da infância de muitas pessoas. O problema começa quando essa diversão é associada a linhas cortantes, que podem causar acidentes gravíssimos e até tirar vidas. Motociclistas, ciclistas, pedestres e até mesmo quem está soltando a pipa podem ser vítimas. Pedimos aos pais e responsáveis que conversem com seus filhos sobre esses riscos. A diversão só faz sentido quando acontece com segurança e respeito à vida”, recomendou.
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A campanha faz parte das ações do Julho Branco, mês dedicado à conscientização sobre a prevenção de acidentes com linhas cortantes e à proteção de motociclistas. A iniciativa foi instituída pela Lei Municipal nº 11.958/2026 e prevê campanhas educativas para alertar a população sobre os riscos do cerol, da linha chilena e de outros materiais cortantes.
O objetivo é reduzir acidentes e incentivar que a tradição de empinar pipas continue sendo uma atividade de lazer, mas realizada com responsabilidade e segurança.
Famílias aprovam iniciativa
Israel Martins é morador da região da Pampulha e tem costume de curtir com a família soltando pipa e participou das ações deste sábado. "Meus filhos mais velhos têm 32 anos. A vida deles comigo foi passada aqui no parque brincando. Agora estamos passando essa experiência para os nossos netos e sobrinhos. Estamos fazendo todo o ciclo de novo", contou.
Segundo ele, o Parque Ecológico é um espaço ideal para a prática por oferecer segurança e ficar distante do trânsito. "Você fica com a família, fica longe da rua, não precisa soltar pipa na rua. É muito gostoso, muito aconchegante".
Israel também ressaltou que nunca utilizou cerol e acredita que a conscientização é fundamental. "Hoje o cerol virou uma arma de matar. A linha chilena é muito perigosa. Eu gosto de pipa, mas tenho consciência de não soltar com cerol porque pode fazer vítimas. A gente tem que passar isso para os jovens”, destacou.
O gerente de escritório Felipe Pereira, de 39 anos, achou muito importante a ação educativa e a forma como criou uma atenção entre as crianças para os riscos que uma brincadeira pode ter quando realizada com linhas cortantes.
"Achei legal ter mais atividades no parque para as crianças poderem brincar e se conscientizar ao mesmo tempo. Meus filhos não soltam tanto pipa assim, mas a campanha gerou um interesse neles em saber que há linhas que podem trazer riscos para motociclistas e ciclistas. Com essa consciência, mais pessoas vão usar linhas limpas e o ambiente fica seguro para todos se divertirem sem o custo de acidentes", disse.
Orientações para uma brincadeira segura
Para aproveitar com a criançada sem segurança, a recomendação é só soltar pipas com linha de algodão comum, escolher locais amplos e afastados da rede elétrica e de vias com circulação de veículos, além de nunca empinar pipas em lajes ou telhados.
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Paralelamente às atividades educativas, a Guarda Civil intensificará as fiscalizações nas dez regionais de Belo Horizonte para combater a venda e o uso de linhas cortantes, especialmente em pontos já conhecidos pela prática. Denúncias sobre comercialização ou uso de cerol e linha chilena podem ser feitas pelo telefone 153.