ZONA DA MATA

Cidade mineira investiga duas mortes por febre maculosa

A Secretaria de Saúde de Manhuaçu confirmou que os dois homens acometidos eram moradores da cidade, mas que trabalhavam em um município vizinho

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A Secretária de Saúde de Manhuaçu, na Zona da Mata mineira, investiga a morte de duas pessoas por febre maculosa no inicio de julho. O órgão espera os resultados da Fundação Ezequiel Dias (Funed) para confirmar os casos. A primeira morte, um homem de 61 anos, ocorreu em 4 de julho, enquanto a segunda foi no dia 6. 

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Em vídeo, o secretário de Saúde, Juliano Estanislau, informou que existem outras doenças que apresentam sintomas semelhantes. Isso impede, por enquanto, a confirmação da enfermidade e pede paciência à população. 

“Temos doenças que se enquadram nos mesmos sintomas que a maculosa: a febre amarela, a dengue hemorrágica e a leptospirose”, diz. “Aguardamos o laudo da Funed para confirmar os casos”, apontou Estanislau.  

A Secretaria confirma que os dois homens que morreram são de Manhuaçu e que ambos trabalhavam na extração de areia para construção civil na beira de um rio do município de Santana do Manhuaçu. 

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG), neste ano foram confirmados 20 casos e registrados quatro óbitos por febre maculosa. Não foi relatado nenhum caso da doença em Belo Horizonte. O órgão apontou que segue monitorando a situação epidemiológica em todo o estado. 

Febre maculosa

A febre maculosa ocorre em todo o território, principalmente nas regiões Central, Vale do Aço e Leste. O registro de casos pode ocorrer durante todo o ano, porém, a sazonalidade da doença, com maior número de notificações, é mais comum nos períodos de seca, especialmente entre abril e outubro.

De acordo com dados da SES-MG, as faixas etárias mais acometidas pela doença estão entre 41 e 60 anos, a maioria do sexo masculino. A média letalidade do estado é de aproximadamente 30%. O órgão aponta que as notificações de febre maculosa passam por monitoramento semanal contínuo e, até o momento, o registro de novos casos permanece dentro do esperado para o período.

A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela, que transporta no corpo humano uma bactéria do gênero Rickettsia. A doença é de difícil diagnóstico, em decorrência dos sintomas que se confundem com outras doenças, como leptospirose, zika, dengue e meningite. 

No início, o indivíduo pode apresentar febre alta, dor de cabeça e no corpo, falta de apetite, desânimo e pequenas manchas avermelhadas. Na fase grave da doença, o paciente pode apresentar náuseas e vômitos; diarreia e dor abdominal; dor muscular constante; inchaço e vermelhidão nas palmas das mãos e nas solas dos pés. 

Em alguns casos pode haver paralisias nas pernas e nos pulmões, o que aumenta as chances de paradas respiratórias. O quadro da doença pode evoluir para morte entre o 5º e o 15º dia, após o início dos sintomas. Esses fatores dependem do tempo de diagnóstico e início do tratamento.

Prevenção

A SES-MG ressalta que a principal forma de prevenir a febre maculosa é evitar o contato com o carrapato-estrela, comum nos períodos de seca. Ao frequentar áreas propícias à presença de carrapatos, tais como: áreas onde há presença de animais como cavalos, capivaras e cães, beira ou orla de lagoas, parques ou reservas ecológicas, é importante ficar atento e adotar alguns cuidados como: 

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  • Usar repelentes à base de Icaridina, eficazes na prevenção de picadas por carrapatos;  
  • Vestir roupas de cor clara, vestimentas longas e calçados fechados (preferencialmente com meias brancas e de cano longo); 
  • Utilizar equipamentos de proteção individual, como macacões de manga comprida, nas atividades ocupacionais em ambientes propícios para a presença de carrapatos;  
  • Examinar o corpo periodicamente para identificar a presença de carrapatos. Quanto mais rápido forem retirados, menor será a chance de infecção;  
  • Ao encontrar carrapatos grudados à pele, removê-los com cuidado, preferencialmente com o auxílio de pinças e evite o esmagamento do animal com as unhas;  
  • Manter pastos, lotes e áreas públicas limpas para evitar a proliferação de carrapatos;  
  • Utilizar carrapaticidas periodicamente em cães, cavalos e bois, conforme orientação veterinária.

*Estagiário sob supervisão do subeditor Gabriel Felice

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