JOGO DO TIGRINHO

BH: família pagou R$40 mil em dívidas de apostas de suspeita de matar casal

Suspeita de ter matado o casal de idosos Cláudio Atala Inácio e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio apostava no jogo do Tigrinho, segundo a mãe

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A suspeita de ter matado o casal de idosos Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e a esposa, Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, tinha problemas com dívidas de apostas. A informação foi dada pela mãe dela em entrevista ao Estado de Minas, nesta quarta-feira (1º/7). Segundo ela, a família quitou uma dívida de R$ 40 mil que a filha contraiu no "Jogo do Tigre".

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"Era o jogo do Tigrinho. Isso já tem cerca de um ano. A família precisou ajudar. Fizemos empréstimos em banco, meu cunhado ajudou, meus irmãos também. Todo mundo fez empréstimo para ajudar ela", contou a mãe da suspeita.

Segundo a mãe, no último domingo (28/6), Paola disse que tinha parado com os jogos de apostas. "Disse que tinha cadastrado o CPF para não mexer mais com jogo. Foi isso que ela me falou. Agora eu não sei se realmente tinha parado, porque o celular era dela, eu não tinha acesso, não sabia senha nem nada", comentou.

O que aconteceu

Os corpos de Cláudio e Maria Clotilde foram encontrados nessa terça-feira (30/6) dentro do apartamento do casal, localizado na Rua Padre Severino, no Bairro São Pedro, em Belo Horizonte. Segundo informações preliminares, ambos apresentavam ferimentos provocados por facadas, principalmente na região do tórax.

Ao Estado de Minas, o sobrinho das vítimas, Henrique Maciel, afirmou que a tia foi encontrada na sala e o tio, no quarto. "O corpo da minha tia estava na sala, e o do meu tio, no quarto. Os dois foram esfaqueados. Muitas facadas pelo corpo", relatou.

O último contato da família com o casal ocorreu na segunda-feira (29/6). Os corpos foram encontrados por um dos filhos do casal, que estranhou a ausência do pai no escritório de advocacia onde ambos trabalhavam e decidiu ir até o apartamento.

De acordo com a Polícia Militar, não havia sinais aparentes de arrombamento, mas alguns objetos teriam desaparecido do imóvel. As imagens das câmeras de segurança do edifício serão analisadas para auxiliar na investigação.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que apura a causa da morte do casal, informou que a perícia e policiais estiveram no local para coletar vestígios que poderão ajudar nas investigações.

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Linha do tempo do crime
Linha do tempo do crime (Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta imagem, sob supervisão editorial humana. Estado de Minas

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