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Segurança em BH: como condomínios de luxo podem se proteger de criminosos

Crime recente no bairro São Pedro reacende debate sobre segurança; conheça tecnologias e estratégias que condomínios podem adotar para evitar invasões

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O caso do casal encontrado morto em um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte, na última terça-feira (30/6), reacendeu o debate e colocou em evidência as alternativas de segurança em condomínios de alto padrão da capital mineira.

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A suspeita de latrocínio gerou uma onda de preocupação, levantando questionamentos sobre a vulnerabilidade desses locais.

O crime reacende a discussão sobre as fragilidades em condomínios e leva especialistas a recomendarem soluções de segurança mais robustas. A preocupação agora recai sobre tecnologias e estratégias que vão além das tradicionais câmeras de vigilância e do porteiro.

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Essa nova abordagem pode criar múltiplas camadas de proteção, tornando as invasões mais complexas e arriscadas para os criminosos. O objetivo seria inibir a ação antes mesmo que ela comece, por meio de um aparato tecnológico e tático, visível e eficiente.

Novas tecnologias e estratégias em foco

Diante desse cenário, especialistas apontam um conjunto de soluções disponíveis no mercado que, combinadas, podem aumentar a proteção dos moradores. As principais inovações incluem:

  • Portaria remota: operadores monitoram o acesso a partir de uma central, reduzindo o risco de rendição de funcionários na guarita. Todo o processo de entrada e saída de visitantes e prestadores de serviço é gravado e segue protocolos rígidos.

  • Reconhecimento facial e biometria: sistemas que dispensam o uso de chaves ou tags, liberando o acesso de moradores de forma automatizada e segura. A tecnologia dificulta a clonagem e o acesso de pessoas não autorizadas.

  • Drones e sensores de perímetro: para condomínios maiores, drones realizam rondas programadas e podem ser acionados para verificar movimentações suspeitas. Sensores a laser ou infravermelho criam barreiras virtuais que disparam alarmes antes que o invasor chegue ao muro.

  • Aplicativos de gestão: moradores utilizam aplicativos no celular para liberar a entrada de visitantes com QR Codes temporários, acompanhar as câmeras em tempo real e receber alertas de segurança.

Para além dos equipamentos, a mudança também é comportamental. Especialistas recomendam que condomínios reforcem treinamentos para funcionários e realizem campanhas de conscientização entre os moradores. A ideia é criar uma cultura de segurança coletiva, onde todos colaboram para seguir as regras e reportar qualquer atividade fora do comum.

Essa combinação de tecnologia e protocolos rigorosos busca responder à nova realidade da criminalidade urbana. O investimento, embora alto, passa a ser visto como essencial para garantir a tranquilidade e a proteção das famílias.

Limitações na segurança 

Apesar da diversas tecnologias, o especialista em segurança pública Jorge Tassi reconhece que condomínios residenciais verticais tem suas limitações. "Existe um fator de vulnerabilidade claro. Qualquer pessoa que o proprietário pedir para entrar no apartamento, o prédio tem que deixar", disse. 

Além da autonomia dos moradores, o uso de uma segurança passiva também impede grandes prevenções. Esse tipo de tecnologia se caracteriza majoritariamente pelo monitoramento. Os criminosos são impedidos de realizar os crimes pela ideia de serem vistos e não necessariamente por correrem o risco de serem pegos durante o ato. 

“O sistema inibe criminosos que querem simplesmente praticar crimes, sem grande planejamento”, explica Jorge Tassi. Em casos planejados é difícil o reconhecimento prévio da situação. Por isso, crimes como a morte do casal no bairro São Pedro impactam a sociedade de maneira desprevenida.

Para o especialista a etapa de avaliação de quem entra na sua residência é a principal forma de prevenir. A escolha do proprietário é o fator central da segurança e por isso deve ser feito de maneira bem pensada. "Você tem que saber quem está colocando dentro da sua casa, tem que fazer essa delimitação antes", diz Tassi.

A segurança ativa pode ser aplicada nestes casos com incremento de reconhecimento facial, preenchimento de dados prévios a entrada no local mas novamente, é uma ação limitada pela escolha do dono do imóvel.

Jorge Tassi também cita câmeras com acionamento de segurança a partir de sons como gritos mas comenta que é um equipamento de baixa adesão nestes casos. Além de que encareceria os custos dos condomínios.

*Estagiário sob a supervisão do subeditor Humberto Santos

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Uma ferramenta de IA foi usada para auxiliar na produção desta reportagem, sob supervisão editorial humana.

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