Os corpos dos dois idosos encontrados mortos em um apartamento de alto padrão no Bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, nesta terça-feira (30/6), apresentavam sinais de violência condizentes com facadas na região do tórax. Eles são marido e mulher e foram identificados como Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76.
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"Os dois foram esfaqueados. Muitas facadas pelo corpo. (O corpo da) minha tia estava na sala, e (o do) meu tio, no quarto. Então, acredito que seja dessa forma", disse ao Estado de Minas Henrique Maciel, sobrinho das vítimas.
O último contato dos familiares com o casal teria ocorrido nesta segunda-feira (29/6), o que pode indicar que o crime foi cometido ainda naquele dia. Testemunhas relataram a presença de muito sangue nos cômodos em que os corpos estavam.
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Um dos filhos do casal compareceu ao apartamento nesta terça-feira devido à ausência do pai no escritório de advocacia em que trabalham: foi ele quem encontrou os dois já sem vida no interior no imóvel. Ainda segundo informações preliminares, não havia sinais de arrombamento e alguns objetos teriam desaparecido do local.
Os dois idosos eram moradores do apartamento, localizado na Rua Padre Severino. De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) chegou a ser acionado, com a informação de que houve agressão física, mas, ao chegar ao local, os socorristas encontraram casal já sem vida.
A movimentação na portaria do edifício foi grande. Imagens de câmeras de segurança irão apoiar a investigação do caso. "A ocorrência se encontra em andamento, e outras informações poderão ser repassadas após o encerramento", informou a corporação.
A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), que apura a causa da morte do casal, informou que a perícia e policiais estiveram no local para coletar vestígios que poderão ajudar nas investigações.
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Segundo a PCMG, os corpos foram encaminhados ao Instituto Médico-Legal (IML), onde foram submetidos a exames, e, logo depois, liberados aos familiares. Em nota, a instituição afirmou que não descarta nenhuma linha investigativa e que nenhum suspeito foi conduzido à delegacia.
