Em meio ao segundo dia consecutivo entre os mais frios do ano em Belo Horizonte (MG), moradores aproveitaram a passagem pelo Mercado Central, um dos pontos mais movimentados da capital mineira, para receber a vacina contra a gripe nesta sexta-feira (5/6).

O posto funciona no Espaço Cultural 2 até as 17h e atende pessoas a partir dos seis meses de idade. A estratégia busca aproximar a vacina da população facilitando o acesso de quem ainda não recebeu a dose.

Para receber a vacina, que está liberada para toda a população de forma gratuita, é necessário apresentar documento de identificação com foto. O cartão de vacinação é recomendado, mas não obrigatório. Puérperas devem levar também a certidão de nascimento do bebê, o cartão da gestante ou o documento emitido pela maternidade.

Apesar da procura, o atendimento ocorreu com tranquilidade. As filas se mantiveram pequenas durante a manhã, com cerca de 15 pessoas aguardando atendimento por vez. A estrutura montada conta com três atendentes e duas técnicas responsáveis pela aplicação das doses, garantindo boa rotatividade do público. 

De acordo com a diretora de Promoção à Saúde e Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde, dra. Tatiani Fereguetti, a proposta é aproveitar o fluxo de visitantes do mercado para ampliar a proteção da população contra a influenza.

"A expectativa é atender o público que está frequentando o Mercado Central por outros motivos e que possa aproveitar a oportunidade para se imunizar também", explicou.

A mobilização ocorre em um momento de preocupação das autoridades de saúde com o avanço das doenças respiratórias. Com a chegada das temperaturas mais baixas, cresce a circulação de vírus como influenza, vírus sincicial respiratório (VSR), rinovírus e covid-19, aumentando o número de atendimentos nas unidades de saúde.

"A vacina é a melhor forma de prevenir as formas graves da influenza. Com a queda das temperaturas, a expectativa é de aumento na circulação dos vírus respiratórios e o risco de adoecimento também aumenta", destacou a infectologista.

A ação de imunização no local ocorrerá para pessoas a partir de 6 meses de idade Edésio Ferreira/EM/DA Press
A aplicação das doses será realizada das 8h às 17h, no Espaço Cultural 2 Edésio Ferreira/EM/DA Press
Pelo segundo dia consecutivo, Belo Horizonte registrou a menor temperatura do ano. Na manhã desta sexta-feira (5/6) Edésio Ferreira/EM/DA Press
Para receber a dose, basta apresentar um documento de identificação com foto e, se possível, o cartão de vacina. Edésio Ferreira/EM/DA Press
Além da ação no Mercado Central, a vacina continuará disponível nos centros de saúde Edésio Ferreira/EM/DA Press

O cenário já reflete na rede de assistência. Hospitais, UPAs e centros de saúde têm registrado aumento da procura por atendimento, principalmente de crianças e idosos. No Hospital Infantil João Paulo II, referência pediátrica em Minas Gerais, houve crescimento de até 50% nos atendimentos de urgência e nas internações neste ano, segundo a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).

A vacinação é apontada pelas autoridades de saúde como a principal ferramenta para reduzir casos graves, internações e mortes causadas pela influenza. A vacina oferecida pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é trivalente e protege contra os principais vírus da gripe em circulação, incluindo os subtipos H1N1 e H3N2.

Até o momento, foram aplicadas cerca de 638 mil doses da vacina contra a gripe. Entre os grupos prioritários, foram aproximadamente 326 mil imunizações. Os idosos lideram a cobertura vacinal, com 53,9%, seguidos pelas gestantes, com 40,6%, e pelas crianças entre seis meses a menores de seis anos, com 36,4%. No geral, a campanha alcançou 50,27% do público-alvo. A meta do Ministério da Saúde é atingir pelo menos 90% de cobertura.

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Quem não conseguir comparecer ao Mercado Central ainda pode buscar a imunização nos centros de saúde da capital e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante. Os horários de funcionamento das unidades podem ser consultados no portal da Prefeitura de Belo Horizonte.

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