Transporte coletivo ganha mais investimentos em BH
Atualmente, BH possui uma das menores idades médias de frota entre as capitais brasileiras
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A primeira entrega desse programa ocorreu com a implantação da faixa exclusiva que conecta a Avenida João Pinheiro, Praça da Liberdade e Avenida Cristóvão Colombo. A expectativa é que as novas faixas aumentem a velocidade operacional dos ônibus, reduzam atrasos e tornem o transporte coletivo mais eficiente.
MOVE Amazonas será o próximo grande salto
Entre os projetos em desenvolvimento, o MOVE Amazonas se destaca como um dos mais importantes. O empreendimento prevê cerca de 39,7 quilômetros de intervenções entre a região central e o Barreiro, incluindo faixas exclusivas para ônibus, estações de transferência e melhorias urbanísticas.
O objetivo é ampliar a prioridade ao transporte coletivo em um dos corredores mais movimentados da cidade, beneficiando milhares de passageiros diariamente. A proposta segue a lógica dos sistemas BRT implantados em diversas cidades brasileiras e pretende reduzir significativamente o tempo de deslocamento entre o Centro e a região do Barreiro.
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Frota mais nova e ônibus elétricos
A renovação da frota é outro componente importante da estratégia de mobilidade. Desde 2023, aproximadamente 1.500 novos ônibus foram incorporados ao sistema convencional da capital. Atualmente, Belo Horizonte possui uma das menores idades médias de frota entre as capitais brasileiras, com cerca de quatro anos e nove meses.
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A próxima etapa será a introdução dos ônibus elétricos. O contrato de financiamento para aquisição de 100 veículos já foi assinado e o processo licitatório está em fase final de preparação. A expectativa é que os novos ônibus contribuam para a redução da emissão de poluentes e do nível de ruído nas vias urbanas.
Cidade amplia espaço para bicicletas
O incentivo aos modos sustentáveis de transporte também integra a política municipal de mobilidade. Hoje, Belo Horizonte conta com mais de 120 quilômetros de ciclovias, ciclofaixas e rotas cicláveis. Com os novos investimentos previstos, a malha deverá crescer mais 51,3 quilômetros nos próximos anos.
A meta é ampliar a integração entre os trechos existentes e fortalecer a conexão da bicicleta com o sistema de transporte coletivo, permitindo que o modal seja utilizado não apenas para lazer, mas também como alternativa diária de deslocamento.
Tecnologia passa a orientar o trânsito
Outro eixo de modernização envolve a implantação de sistemas inteligentes de gestão do tráfego. A prefeitura trabalha na atualização do parque semafórico da cidade, com equipamentos capazes de se adaptar às condições de circulação em tempo real.
A integração ao Centro de Operações de Belo Horizonte (COP-BH) permitirá monitoramento contínuo da malha viária e respostas mais rápidas a ocorrências, acidentes e congestionamentos. Além disso, a tecnologia vai priorizar o transporte coletivo em determinados corredores, contribuindo para aumentar a eficiência dos deslocamentos urbanos.
Uma cidade em transformação
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Na verdade, mais do que obras isoladas, os projetos em execução apontam para uma transformação estrutural da mobilidade de Belo Horizonte. Ao combinar grandes intervenções viárias, ampliação da capacidade do transporte coletivo, renovação da frota, incentivo ao uso da bicicleta e incorporação de novas tecnologias, a capital busca construir um modelo de deslocamento mais eficiente, seguro e sustentável.
Em uma cidade que cresceu enfrentando desafios permanentes de circulação, a mobilidade continua sendo um dos temas mais importantes para a qualidade de vida da população.