BH: Justiça decide hoje se filho que decapitou mãe continua preso
A vítima de 54 anos foi velada e sepultada nessa terça-feira (23/6) no Cemitério da Paz, no bairro Caiçara
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O homem investigado pela morte violenta da mãe terá liberdade decidida pela Justiça nesta quarta-feira (24/6). O filho de 27 anos de Jussara Rodrigues é suspeito de assassinar e decapitar a mãe no bairro Nova Cachoeirinha, região Noroeste da Capital. O crime ocorreu na última segunda-feira (22/6).
A audiência de custódia estava inicialmente marcada para às 8h30 desta manhã, mas por questões de saúde do acusado, ela foi adiada e deve acontecer às 11h30. O Tribunal de Justiça informou que não tem mais informações sobre quem solicitou o adiamento. O réu está sendo assistido pela Defensoria Pública, que ainda não se manifestou.
A vítima de 54 anos foi velada e sepultada nessa terça-feira (23/6) no Cemitério da Paz, no bairro Caiçara, região Noroeste de BH.
Morte violenta
O crime ocorreu em um condomínio na rua Álvaro Mata, no bairro Nova Cachoeirinha, onde familiares da vítima se reuniram no dia, visivelmente abalados. Eles relataram que conviviam há anos com episódios de agressividade do homem e que tentaram, sem sucesso, convencer a vítima a buscar ajuda e denunciá-lo.
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Segundo a Polícia Militar, a ocorrência foi registrada por volta de 9h da segunda-feira, depois que familiares notaram a ausência de Jussara desde sábado (20/6). No local, os militares chamaram os moradores e sem respostas, arrombaram a porta do apartamento.
Dentro da residência, a PM encontrou o suspeito sem camisa, que confessou o crime e indicou o quarto onde estava o corpo de sua mãe. Ele foi preso em flagrante e encaminhado para a delegacia. O caso é investigado pela Polícia Civil.
O tio do suspeito, Carlos Murilo Rodrigues, disse que Jussara era extremamente apegada ao filho, evitando qualquer medida de afastamento dele que a família encomendasse. Pessoas próximas viviam preocupadas com a situação.
O parente também afirmou que o sobrinho fazia uso de medicamentos e apresentava comportamentos violentos havia bastante tempo. Mesmo assim, a mulher optava por permanecer ao lado do filho e tentava protegê-lo das consequências dos episódios de agressividade.
No dia do crime, a família ainda buscava entender o que aconteceu. Com base nos vestígios encontrados no imóvel, Carlos acredita que o ataque tenha começado quando Jussara saía do banho. De acordo com ele, a porta do quarto apresentava sinais de arrombamento.
"A maçaneta do quarto estava estourada. Pelo que parece, ele arrombou a porta e entrou", disse.
Em meio ao choque provocado pela brutalidade do crime, a família prefere recordar a personalidade de Jussara. Descrita como uma mulher doce, carinhosa e muito querida por todos, ela deixou um sentimento de vazio e tristeza entre familiares e amigos.
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*Estagiário sob a supervisão do subeditor Humberto Santos