SAÚDE PÚBLICA

Reações graves à vacina contra dengue ainda não foram notificadas em Minas

Imunizante desenvolvido pelo Butantan foi aplicado no município de Nova Lima. Ministério da Saúde e Secretaria de Estado da Saúde seguem investigando a situação

Publicidade
Carregando...

A vacina contra a dengue desenvolvida pelo Instituto Butantan, que teve a aplicação suspensa pelo Ministério da Saúde no último dia 8, uma segunda-feira, não provocou, até o momento, qualquer caso confirmado de reação grave em Minas Gerais. O imunizante, que foi ministrado à população de Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, causou apenas registros de reações leves, mas os dois órgãos ainda investigam casos suspeitos. 

Fique por dentro das notícias que importam para você!

SIGA O ESTADO DE MINAS NO Google Discover Icon Google Discover SIGA O EM NO Google Discover Icon Google Discover

Essas informações foram reveladas pelo diretor do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Éder Gatti, e pelo subsecretário de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (SES-MG), Eduardo Campos Prosdocimi, no 3º Congresso Brasileiro Defesa da Vacinação e no 1º Congresso Internacional de Imunização: Compromisso Global com a Ciência, a Saúde e a Vida, realizados no campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

A SES-MG confirmou que "não foram notificados casos graves de Eventos Supostamente Atribuíveis à Vacinação ou Imunização (Esavi) no estado em decorrência da administração da vacina contra a dengue produzida pelo Instituto Butantan", após contato da reportagem. O número de casos sob investigação em Minas Gerais não foi revelado. Ao todo, o estado recebeu 178 mil doses da vacina do Butantan, das quais 82 mil foram ministradas à população.

Na data em que a aplicação da vacina foi suspensa, o Ministério da Saúde havia informado que 42 dos imunizados em todo o território nacional sofreram sintomas mais severos, como dor abdominal, vômitos persistentes, episódios de sangramento e até perda de consciência. Além disso, três pessoas apresentaram um quadro típico de dengue grave e precisaram de internação: duas delas morreram.

Até o dia 30 de maio, pouco mais de 500 mil doses da vacina do Butantan haviam sido aplicadas em todo o país. Nova Lima foi um dos três municípios-piloto a distribuir o imunizante: os demais foram Botucatu (SP) e Maranguape (CE). Nessas localidades, o público-alvo é composto por adolescentes e adultos de 15 a 59 anos, que é a indicação aprovada para o Programa Nacional de Imunizações (PNI). Em março, também foi promovida uma ação de vacinação na região de Araguaína (TO).

Os municípios e estados que receberam o imunizante do Butantan contra a dengue foram orientados pelo Ministério da Saúde a guardar as doses até a emissão de uma nova recomendação. A pasta afirma que, antes de ser incorporada ao SUS, a vacina passou por todas as etapas de avaliação exigidas pelos órgãos reguladores e foi considerada segura e eficaz.

'Precaução'

De acordo com o Ministério da Saúde, os casos suspeitos correspondem a apenas 0,008% do total de pessoas imunizadas. Na ocasião da suspensão da campanha, o ministro da pasta, Alexandre Padilha, afirmou que ainda não era possível concluir que a causa dos eventos adversos seria vacina, mas que tais casos representariam um sinal de alerta. Consequentemente, foi aberta uma investigação por um comitê de especialistas. 

"Essa descontinuidade tem um objetivo que é a ação de precaução, para que o Ministério da Saúde, a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e o Butantan aprofundem a investigação nos 42 casos, que são episódios de reações adversas da vacina, para buscar fatores de risco nessas pessoas, fazer uma espécie de estudo de caso-controle", disse o ministro em coletiva de imprensa. "O Ministério da Saúde tem total confiança na capacidade institucional do Butantan", concluiu.

Siga nosso canal no WhatsApp e receba notícias relevantes para o seu dia

Aplicação da Qdenga prossegue

A suspensão vale apenas para a vacina produzida pelo Butantan: o imunizante Qdenga, produzido pelo laboratório Takeda, de maneira distinta, segue sendo distribuído no Sistema Único de Saúde (SUS) para crianças e adolescentes de 10 a 14 anos. Nesse caso, as  pessoas imunizadas recebem duas doses, com intervalo de três meses entre elas. (Com informações da Agência Brasil)

Tópicos relacionados:

dengue vacina vacina-contra-dengue

Acesse o Clube do Assinante

Clique aqui para finalizar a ativação.

Acesse sua conta

Se você já possui cadastro no Estado de Minas, informe e-mail/matrícula e senha. Se ainda não tem,

Informe seus dados para criar uma conta:

Digite seu e-mail da conta para enviarmos os passos para a recuperação de senha:

Faça a sua assinatura

Estado de Minas

Estado de Minas

de R$ 9,90 por apenas

R$ 1,90

nos 2 primeiros meses

Aproveite o melhor do Estado de Minas: conteúdos exclusivos, colunistas renomados e muitos benefícios para você

Assine agora
overflay