Mulher que fingia ser adolescente em SC aplicou golpe em Montes Claros
Amanda Maria Souza permaneceu na Casa de Acolhimento Rosa Mística, em Montes Claros, onde alegou que tinha 13 anos e que tinha sido obrigada a tomar hormônio
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A mulher de 37 anos presa nesta semana suspeita de se passar por uma adolescente de 12 anos já foi atendida na Casa de Acolhimento Rosa Mística, em Montes Claros, no Norte de Minas. Ela usou o mesmo argumento falso, no final de 2024, e permaneceu na entidade filantrópica até ser descoberta e presa por falsidade ideológica.
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Amanda Maria Souza Oliveira é suspeita de ter praticado o mesmo tipo de golpe em Belo Horizonte e em uma cidade do Sul de Minas. Ela viveu por 14 meses como filha adotiva na casa de uma família em Joinville, em Santa Catarina. De acordo com a Polícia Civil de Santa Catarina, em depoimento, a mulher confessou que adotou o mesmo comportamento ao longo de mais de 15 anos em mais estados brasileiros: Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Goiás e Ceará. Ela também é suspeita de agir da mesma forma no Rio Grande do Sul.
Mantida com recursos da comunidade, a Casa de Acolhimento Rosa Mística, localizada no Bairro São Luiz, em Montes Claros, presta assistência a mulheres em situação de vulnerabilidade. A instituição tem 24 vagas.
A coordenadora da casa de acolhimento, Mychelle Alencar disse que no início de dezembro de 2024, Amanda Maria Souza foi encaminhada para o local, depois de aparecer na rodoviária da cidade, alegando que estava precisando de ajuda.
Conforme a coordenadora, ao chegar a entidade, a mulher argumentou que tinha sido adotada por um casal, que a submetia a condições subumanas: “sofria maus-tratos em rituais de magia negra”. Ela também disse que tinha 13 anos, mas que o pai adotivo a obrigou a tomar hormônios para que ela ganhasse corpo de mulher para ser aliciada (sexualmente)”, relatou Mychelle.
Ela afirmou que a “assistida” também apresentava trejeitos infantis no contato com os funcionários da instituição filantrópica.
A responsável pela casa de acolhimento disse que, diante da informação da “acolhida” de que ela “era uma adolescente de 13 anos”, comunicou à Amanda Souza que teria que acionar o Conselho Tutelar dos Direitos das Crianças e do Adolescente para averiguar a situação, por se tratar de “uma menor de idade”.
“Mas, ela alegou que a gente não poderia chamar o Conselho Tutelar. Logo depois, pegou as coisas dela e saiu correndo da nossa casa”, relata Mychelle Alencar.
A coordenadora da Casa de Acolhimento Rosa Mística revela que outra pessoa assistida pela entidade contou que reconheceu a mulher como sendo a mesma pessoa que tinha apresentado versão semelhante em uma cidade do Sul de Minas, se passando por adolescente. “Diante disso, imediatamente acionamos a Policia Militar”, relembra Mychelle.
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Ela informou que a mulher foi presa numa praça perto da Casa de Acolhimento Rosa Mística e levada para a delegacia, mas não ficou presa e desapareceu da cidade, no final de dezembro de 2024.