CERCO FECHADO

MG: megaoperação contra facções inclui PCC e CV; 32 são presos

Ação deflagrada nesta segunda (1º/6) inclui revista em presídios e ocorre em seis cidades, incluindo BH. Operação é considerada a maior já feita em Minas

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Junho começou com a detenção de 46 criminosos em Minas Gerais e quatro apreensões de menores, resultado da Operação Cerco Fechado, deflagrada na manhã desta segunda-feira (1º/6). Dessas, 38 prisões foram ratificadas. De acordo com o governador Mateus Simões (PSD), a ação integrada é considerada a maior da história do estado na área de segurança pública.

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A operação ocorre em 26 territórios localizados em seis municípios mineiros: Belo Horizonte, Juiz de Fora e Manhuaçu, na Zona da Mata; Uberlândia e Uberaba, no Triângulo Mineiro; e Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A escolha dos locais foi definida por meio de cruzamento de informações, que indicou as cidades como pontos-chave para a atuação das facções.

Também foram feitas atuações em 10 unidades prisionais e já foram revistadas 914 celas. Nesses locais foram apreendidos 53 celulares e 907 unidades de drogas variadas.

Ao todo, foram mobilizados 2.980 policiais da Polícia Militar, Polícia Civil e Polícia Rodoviária Federal (PRF), com apoio da Secretaria de Segurança Pública, do Corpo de Bombeiros e da Polícia Federal (PF).

“Esta é uma operação de longo prazo, estruturada para garantir a devolução do espaço público às pessoas para garantir que não tenhamos domínio de território em Minas Gerais e para quem a presença das facções seja asfixiada tanto financeira quanto fisicamente”, afirmou Simões em coletiva de imprensa realizada na Cidade Administrativa.

São alvo da operação principalmente os integrantes do Comando Vermelho (CV), do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Primeiro Comando Puro (PCP). Ao todo foram emitidas 73 ordens judiciais – 46 na capital e 27 no interior – entre mandados de busca e apreensão e prisão. De acordo com as informações preliminares, também foram contabilizados até está manhã a apreensão de R$ 27 mil e nove armas.

Segundo o governador, a ação seguirá por tempo indeterminado em todo o estado. “Vamos continuar na rua pelo tempo que for necessário para garantir que esses espaços sejam retomados e devolvidos à comunidade”, disse.

Simões destacou a importância da participação da PRF na operação, uma vez que criminosos, drogas e armas podem passar pelos limites dos estados, a fim de evitar as forças armadas.

“Pode haver um escape, e esse escape passa pelas nossas rodovias. Estaremos em todas essas regiões que foram citadas com nossas operações de inteligência que serão compartilhadas para que a gente possa fazer as prisões e apreensões em conjunto”, afirmou o inspetor da PRF, Fábio Henrique Silva Jardim.

O superintendente regional da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, explicou que a PF atuará principalmente em três frentes, sendo uma delas a presença do Comando de Operações Táticas (COT) nas ocupações. A corporação também atuará na localização e captura de foragidos fora do estado e deflagração de de operações especiais de ataque direto a organizações criminosas, principalmente facções, por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).

“Todas as forças policiais e de assistência vão se integrar para garantir a melhoria da qualidade de vida do cidadão”, declarou Macedo. “A nossa intenção é que mesmo aqueles que estejam em outros estados ou até mesmo no exterior, nós consigamos localizar e efetuar a ordem de prisão”, completa.

Operação no Aglomerado da Serra

Na capital mineira, a operação mirou o Aglomerado da Serra, na Região Centro-Sul, a Pedreira Prado Lopes, na Região Noroeste, e Cabana do Pai Tomás, na Região Oeste. A reportagem acompanhou a movimentação das forças de segurança no Aglomerado da Serra. No local, foi possível observar a presença de equipes da Polícia Militar, da Polícia Civil e da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp).

Caminhões do Batalhão de Choque, carretas utilizadas como bases operacionais móveis, dezenas de viaturas e policiais fortemente armados foram mobilizados para a ação. Informações iniciais apontam que a operação também ocorre na Pedreira Prado Lopes (PPL), Região Noroeste da capital mineira.

Procura-se

Durante o evento na Cidade Administrativa também foi lançada a sétima edição do programa Procura-se, que reúne 12 criminosos foragidos com mandados de prisão em aberto. Os nomes escolhidos possuem diversos mandados de prisão em aberto e fazem parte do crime organizado em Minas Gerais.

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“São os alvos mais relevantes no momento, capazes de desestruturar uma parte relevante do crime organizado no estado”, disse Mateus Simões. De acordo com o governador, a última edição do Procura-se levou à prisão ou neutralização de 10 dos 12 criminosos.

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