Dois irmãos foram presos na última semana pela Polícia Civil suspeitos de cometerem um duplo homicídio. O crime aconteceu no dia 10 de abril no bairro Industrial, em Contagem, Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os suspeitos e as vítimas, Graciano Vicente Diniz e Giovani Vicente Diniz, teriam se desentendido por problemas em um carro vendido pelos irmãos Diniz. Um terceiro suspeito, de 19 anos, foi identificado mas segue foragido. 

Segundo a Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), após uma discussão, teriam sido efetuados disparos contra as vítimas. 

O encontro foi marcado após o carro vendido por Giovani, um Honda Civic, apresentar diversos problemas técnicos. De acordo com o delegado responsável pelo caso, Italo Fernandes de Almeida, o antigo dono teria se oferecido para pagar os reparos e até levado o carro na oficina, mas o comprador não ficou satisfeito com o resultado.

Giovani marcou um encontro próximo a casa de familiares em Contagem para uma resolução. O suspeito compareceu ao local de moto, acompanhado de um outro carro, um Fiat Argo. O vendedor acreditava que ocorreria de forma amistosa, mas estranhou ao notar a presença de outro carro no encontro.

A vítima chegou a mandar a placa do veículo que acompanhava o suspeito a um grupo de whatsapp família. 

Graciano, que acompanhava o irmão no encontro, foi responsável por contatar a Polícia Militar em meio à agitação. Os suspeitos pediram para encerrar a ligação e começaram os disparos. Graciano morreu no local e Giovani chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. 

Momento das prisões

Logo após o crime, os dois suspeitos foram identificados e presos em Jequitaí, na região Norte de Minas, mas logo foram soltos por falta de flagrante. 

As prisões preventivas só aconteceram na última quinta-feira (14) e no domingo (17), depois que a Polícia prosseguiu com as investigações e identificou os suspeitos através do GPS de um carro alugado por eles. O carro foi utilizado no crime e abandonado no bairro Barreiro. As investigações permitiram verificar a casa dos autores e a existência de um terceiro autor do crime, através do trajeto realizado pelo carro.

A primeira prisão ocorreu na quinta, na avenida João César de Oliveira, em Contagem, e a segunda aconteceu no domingo, na divisa entre Nova Lima e Itabirito. Os suspeitos não se manifestaram sobre os fatos durante a ocorrência.

A polícia identificou que a residência do terceiro indivíduo já estava vazia desde a época do crime, o que foi caracterizado como fuga. Vizinhos relataram que a família saiu às pressas do local. O suspeito segue foragido.

O delegado responsável pelo caso reforçou a ideia de uma emboscada. “A investigação demonstra que eles já estavam ali com essa intenção. Ele já chegou acompanhado de outro veículo, então a gente entende que já havia interesse", afirma Italo.

A perícia não conseguiu confirmar qual dos autores ou se mais de um autor foi responsável pelos disparos. A investigação ainda não foi concluída.

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*Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima

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