Com a colaboração dos municípios a partir de sua realidade e soluções, novas metas para proteger e garantir o abastecimento pelo Rio das Velhas estarão em discussão nesta quarta-feira (13/5), no I Encontro de Gestores Municipais da Bacia do Rio das Velhas.
O evento é promovido pelo Comitê da Bacia Hidrográfica do Rio das Velhas (CBH Rio das Velhas), com apoio da Associação Mineira de Municípios (AMM).
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O evento ocorre no Auditório da AMM, na Avenida Raja Gabaglia, 385, Cidade Jardim, em Belo Horizonte, das 8h30 às 13h.
De acordo com o CBH Rio das Velhas, a iniciativa visa alinhar estratégias para cumprir as metas do enquadramento dos corpos d’água e a Meta 2034.
O público-alvo são os gestores públicos municipais inseridos na bacia, que ganharão orientações para promover ações estruturantes de saneamento e terão o acesso ampliado a financiamentos e parcerias institucionais.
O evento é importante por buscar a melhoria direta na quantidade e na qualidade das águas que abastecem a região.
O Rio das Velhas é um dos principais formadores do Rio São Francisco, corta e abastece dezenas de cidades, sendo vital para o sistema hídrico e para o fornecimento de água de milhões de pessoas em Minas Gerais.
O objetivo de unir os municípios seria a mobilização para afetar a gestão territorial, a saúde pública e a sustentabilidade de uma vasta área de atuação do estado, mitigando os efeitos do clima e da poluição que ultrapassam as fronteiras locais e refletem em toda a bacia hidrográfica mineira.
Quais os desafios atuais ao Rio das Velhas?
Segundo o CBH Rio das Velhas, a concepção do encontro nasceu da necessidade de enfrentar pressões crescentes sobre o rio e desafios crônicos, como o déficit de saneamento nas áreas urbanas e rurais.
O espaço de debate foi formulado porque a insuficiência na infraestrutura para o tratamento de esgoto e o lançamento contínuo de cargas poluidoras nos cursos d’água exigem uma resposta rápida.
Além disso, as consequências da expansão urbana desordenada, das atividades agropecuárias e industriais e a degradação das nascentes motivaram a busca por um esforço integrado entre as prefeituras.
A reunião se consolida na articulação entre o planejamento urbano das cidades e a gestão hídrica. Uma das particularidades mais marcantes será a assinatura da Carta de Belo Horizonte, documento que firma o compromisso político-institucional dos gestores e confere protagonismo aos municípios na pauta ambiental.
Esse passo é estratégico para estruturar uma governança interfederativa forte, garantindo que o cuidado com as águas deixe de ser uma ação isolada e passe a integrar políticas públicas unificadas.
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A programação prevê uma imersão técnica e momentos de troca de vivências, com destaque para a roda de conversa "Velhas eu faço parte", que colocará prefeitos no centro da discussão.
Os gestores também terão contato direto com representantes de esferas decisórias importantes, uma vez que o evento contará com a participação de membros da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SEMA), Copasa, Funasa, Codevasf, Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) e CAOMA.
Em 4 de maio de 2026, a capital sediou o Seminário de Segurança Hídrica na Região Metropolitana, focado na disponibilidade hídrica no Alto Rio das Velhas e na relação entre oferta e demanda de água.
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Anteriormente, entre os dias 26 e 28 de novembro de 2025, ocorreu na cidade o 13º Encontro de Subcomitês do CBH Rio das Velhas, reunindo representantes dos territórios para debater práticas de conservação e fortalecer o diálogo contínuo necessário para a recuperação da bacia.
Desafios da bacia do Rio das Velhas
- Déficit de saneamento: carência de infraestrutura em áreas urbanas e rurais
- Cargas poluidoras: lançamento contínuo de detritos nos corpos d'água
- Expansão urbana: crescimento desordenado das cidades sobre áreas de preservação
- Degradação ambiental: comprometimento de nascentes e áreas de recarga hídrica
- Atividades econômicas: pressões originadas pela indústria e agropecuária
Ações estratégicas e metas do encontro
- Meta 2034: foco na melhoria da qualidade e quantidade das águas
- Carta de Belo Horizonte: assinatura do compromisso político-institucional dos gestores
- Governança interfederativa: fortalecimento da articulação entre municípios e o estado
- Acesso a financiamento: ampliação de parcerias para projetos de saneamento municipal
- Integração de planejamento: alinhamento entre gestão urbana e proteção hídrica
