João XXIII: servidores do bloco cirúrgico fazem paralisação contra assédio
Trabalhadores denunciam perseguição, precarização e assédio moral; sindicato afirma que três salas cirúrgicas estão fechadas
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Servidores do bloco cirúrgico do Hospital Pronto-Socorro João XXIII, em Belo Horizonte, realizaram uma nova paralisação na manhã desta quinta-feira (28/5). O movimento foi organizado pelo Sindicato Único dos Trabalhadores da Saúde de Minas Gerais (Sind-Saúde/MG), que denuncia casos de assédio moral, perseguição e precarização das condições de trabalho dentro da unidade.
Considerado o maior pronto-socorro de Minas Gerais e referência em atendimento de trauma e emergência de alta complexidade na América Latina, o Hospital João XXIII conta atualmente com 10 salas cirúrgicas. Segundo o sindicato, três delas estão fechadas.
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Esta é a segunda paralisação realizada pelos trabalhadores do setor neste mês. No dia 12 de maio, os servidores também interromperam as atividades do bloco cirúrgico por cerca de 12 horas.
De acordo com o Sind-Saúde/MG, os profissionais relatam um ambiente marcado por pressão psicológica, cobranças excessivas e insegurança nas relações de trabalho. O sindicato afirma ainda que a situação impacta diretamente o funcionamento do setor e a capacidade de atendimento do hospital.
Em nota, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) informou que “não compactua com qualquer ato de assédio moral ou conduta inadequada no ambiente de trabalho” e que todas as denúncias recebidas são “tratadas e apuradas com seriedade”.
A fundação afirmou ainda que situações envolvendo servidores são analisadas e, quando necessário, encaminhadas para apuração pelas instâncias competentes, seguindo critérios técnicos e assistenciais. A Fhemig também destacou que vem realizando investimentos contínuos em infraestrutura e melhorias nas condições de trabalho, além de ações para ampliar a qualidade do atendimento aos pacientes.
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Sobre a paralisação, a fundação ressaltou que manifestações de servidores devem respeitar a manutenção da escala mínima de profissionais para garantir a continuidade da assistência e a segurança dos pacientes. A instituição informou ainda que mantém diálogo permanente com os trabalhadores e segue aberta para ouvir as demandas da categoria.