MPMG denuncia policial por cobrar R$ 20 mil para deixar preso trabalhar
As investigações do órgão apontaram que o agente de segurança permitiu o uso do celular na penitenciária para tratar sobre os pagamentos
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou um policial penal da unidade Penitenciária Dênio Moreira de Carvalho, em Ipaba, no Vale do Rio Doce, por cobrar R$ 20 mil de um interno para que ele pudesse continuar trabalhando - a atividade possibilita a progressão de regime e a redução no cumprimento de pena. O acusado vai responder por concussão e prevaricação imprópria.
De acordo com a denúncia, enquanto o agente de segurança exercia a função de diretor da unidade, o denunciado exigia a quantia para que o preso continuasse a atividade de marcenaria no presídio.
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As investigações do MPMG apontaram que a mãe do preso fez transferências bancárias para a conta do diretor. O órgão apurou que o policial penal permitiu o uso de um celular pelo detento para tratar sobre os pagamentos.
É apontado pela denúncia que o agente usou da função pública e do ambiente institucional para a concretização dos crimes, o que compromete a credibilidade da Administração Pública, circunstâncias consideradas graves pelo Ministério Público.
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Além da condenação criminal, o MPMG pediu o afastamento cautelar do denunciado das funções públicas, bem como a possível perda do cargo, ressarcimento do valor pago pela mãe do preso e indenização por danos morais coletivos.
A Secretaria de Estado de Justiça de Minas Gerais (Sejusp) informou que não compactua com desvios de conduta dos servidores e que a denúncia em desfavor do policial, foi feito através de trabalho em conjunto entre o setor de Inteligência da Polícia Militar de Minas Gerais e o MPMG.
O caso segue em apuração pela Corregedoria da Sejusp. Não foi informado se o agente foi afastado das funções.
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*Estagiário sob supervisão do subeditor Gabriel Felice