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Um sonho ainda distante

Início das obras no Museu de Arte da Pampulha, em BH, deve ficar para 2027

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A reabertura do Museu de Arte da Pampulha, o querido MAP, deve ficar para o ano que vem. Com um detalhe: estamos perto do marco comemorativo – 17 de julho – dos 10 anos do reconhecimento, pela Unesco, do Conjunto Moderno e espelho d’água como Patrimônio Mundial e Paisagem Cultural.

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Prevista para começar no mês passado, a restauração do antigo cassino deverá demorar ainda um ano para começar a sair do papel. Segundo a Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), a previsão é o primeiro semestre de 2027.


“O processo licitatório para obras de restauração do MAP se encontra em andamento, com previsão de finalização das etapas de concorrência no segundo semestre de 2026. Conforme publicação realizada no Diário Oficial do Município, em 9 de maio de 2026, foi promovida retificação do edital, incluindo revisão de documentos técnicos e reprogramação da data de abertura da sessão pública para 19 de junho de 2026. A previsão para início das obras é no primeiro semestre de 2027”, explicou a prefeitura, em nota.


Já se passaram quase sete anos desde que o museu fechou as portas e deixou na saudade moradores, visitantes, admiradores do acervo, apreciadores de exposições e defensores do patrimônio cultural de Minas. O acervo artístico reúne 1.796 obras (total de 5.583 partes/peças), contendo o histórico, com 268 itens; o bibliográfico, 6034 unidades; o documental, 966; e a hemeroteca 9 (coleção de jornais, revistas etc.), 197. Em 2018, o museu recebeu 79 mil pessoas, enquanto no ano seguinte, 79.629.


RECURSOS


Em outubro passado, o Estado de Minas publicou reportagem informando que os recursos, no valor de R$ 40 milhões, estavam assegurados para as intervenções na edificação projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, com jardins planejados pelo paisagista Burle Marx e esculturas de August Zamoyski, Alfredo Ceschiatti e José Pedrosa. O espaço está sob tombamento do Iphan, Iepha-MG e Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural de BH.


Em paralelo ao restauro, o projeto contempla a construção de um prédio para a reserva técnica, o MAP Núcleo de Pesquisa e Informação. E ainda será criado um espaço educativo e receptivo, no terreno de propriedade da PBH diante do museu, para receber a comunidade durante as intervenções. No aniversário de 128 anos de BH, em dezembro, o prefeito Álvaro Damião falou do seu empenho em ações conduzidas na Pampulha, reforçou o compromisso com a restauração e recordou a preocupação e atenção do ex-prefeito Fuad Noman (1947-2025) com a região e o Conjunto Moderno.


O edifício do antigo cassino constituía a âncora de todo o Conjunto Moderno, por ser o equipamento responsável pela atração do grande número de visitantes, desejado pelo então prefeito Juscelino Kubitschek (1902-1976), na época do lançamento do projeto da Pampulha, em 1940.


As demais construções do Conjunto Moderno são a Casa do Baile (atual Centro de Referência de Arquitetura, Urbanismo e Design), o Iate Tênis Clube e o Santuário Arquidiocesano São Francisco de Assis, mais conhecido por Igrejinha da Pampulha. Tudo feito quando Juscelino Kubitschek era prefeito da capital, antes de ser governador de Minas e presidente da República.

O projeto de restauração prevê também a construção de um prédio para a reserva técnica, o MAP Núcleo de Pesquisa e Informação
O projeto de restauração prevê também a construção de um prédio para a reserva técnica, o MAP Núcleo de Pesquisa e Informação JAIR AMARAL/EM/D.A PRESS

MUSEU DA INCONFIDÊNCIA, EM OURO PRETO...


Já estão expostas no Museu da Inconfidência, em Ouro Preto, as imagens de São Benedito com o Menino Jesus (à esquerda) e do Rei Mago Baltazar. Do século 18 e de origem portuguesa, as peças foram doadas ao equipamento cultural por iniciativa do Instituto de Pesquisa e Promoção à Arte e Cultura (Ipac), via Movimento de Aquisição de Obras para Museus Brasileiros, em parceria com o Ministério da Cultura, Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e Museu da Inconfidência. “Nesta segunda fase de aquisição, recebemos os dois primeiros santos negros barrocos”, diz o diretor do museu, Alex Sandro Calheiros, adiantando que os próximos a chegar serão Santa Efigênia e São Elesbão, ambos com 1,20m de altura.

VICENTE DE MELLO/DIVULGAÇÃO

 


...RECEBE NOVAS E BELAS DOAÇÕES

Em janeiro, o Inconfidência recebeu, como fruto da mesma iniciativa, quatro peças de ourivesaria sacra – dois cálices litúrgicos em estilo rococó, do final do século 18 e início do 19, e duas lanternas processionais (de procissão) em prata, da segunda metade do século 19 – e obras da artista Silvana Mendes. “Todas as peças, incluindo as imagens de São Benedito com o Menino Jesus e o Rei Mago Baltazar, passam a fazer parte do nosso acervo”, explica Calheiros. O Movimento de Aquisição de Obras para Museus Brasileiros atua para fortalecer políticas públicas de aquisição de acervos, ampliando o acesso da sociedade ao patrimônio cultural e reafirmando os museus públicos como espaços de memória, pesquisa, educação e debate crítico. A ação envolve a destinação de obras a instituições públicas, por meio da articulação entre iniciativa privada, poder público e sociedade civil. Na chegada dos objetos de fé, foi lançado o catálogo da Coleção Caixa Residencial, presente no museu que tem mais de 80 anos de história.

SONDAR/MPMG/DIVULGAÇÃO

PAREDE DA MEMÓRIA


Os resplendores são ornamentos das imagens, colocados geralmente na parte de traz da cabeça, indicando a origem divina ou celeste do santo. Já ouvi tanta história sobre furto dessa peças em igrejas e capelas de Minas. Da Matriz de Nossa Senhora do Bom Sucesso, em Bom Sucesso, na Região Centro-Oeste, está desaparecido o resplendor de prata da imagem de Nossa Senhora das Dores. Veja na foto como é bonito. Com 24cm de altura e 40cm de largura, tem formato de meia lua, vazado ao centro, trazendo sete estrelas de cinco pontas. Já na parte interna, apresenta 13 ornamentos – no lado direito, é possível ver a falta de dois –, enquanto na parte central há um coração. Tombado pelo município desde 2006, o templo teve o bem furtado dois anos depois. Quem tiver informações sobre o objeto pode acessar a plataforma Sondar, do Ministério Público de Minas Gerais (sondar.mpmg.mp.br).

DIVULGAÇÃO

ENCONTRO REGIONAL


Catas Altas da Noruega vai sediar, na próxima quinta-feira (28/5), o Encontro Regional de Museus, reunindo prefeitos, secretários municipais de Cultura e demais gestores das regiões do Alto Paraopeba e Vale do Rio Piranga. Na programação, palestras, debates e troca de experiências sobre o papel dos museus na preservação da memória, na valorização do patrimônio histórico e no fortalecimento das comunidades. O historiador Giovane Luiz Lobo Neiva falará sobre o Museu de Catas Altas (foto), na abertura, às 8h30. “Queremos incentivar a cooperação regional e desenvolver ações conjuntas em defesa da cultura e da história locais”, ele diz. O encontro tem apoio do governo de Minas e Ministério da Cultura, por meio da Política Nacional Aldir Blanc.


NOITE LITERÁRIA


A Academia de Letras do Ministério Público de Minas Gerais (Alemp) promove na quarta-feira (27/5), às 18h, sua 1ª Noite Literária. No salão de festas da entidade (Rua Timbiras, 2.928, no Bairro Barro Preto), em Belo Horizonte, haverá lançamento de livros e autógrafos de obras já lançadas pelos acadêmicos. Entre os autores presentes estarão Luiz Alberto de Almeida Magalhães, Leonardo Castro Maia, Vinícius Alcântara Galvão, Duarte Bernardo Gomes, Paulo Roberto dos Santos Romero, Roberto Atílio Jávare, Marcos Paulo de Souza Miranda, Bergson Cardoso Guimarães, Gilberto Osório Resende, Mônica Sofia Pinto Henriques e Rodrigo Cançado Anaya Rojas. Na oportunidade, Souza Miranda, presidente da Alemp, lançará “Lei do Tombamento anotada e comentada” (Editora Conhecimento).

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CLÁSSICO BARROCO


Na sexta-feira (29/5), a Orquestra da Rede Batista de Educação (Orbe) apresenta, em BH, o clássico barroco “As Quatro Estações”, de Vivaldi. Regência do maestro César Timóteo e presença do violinista Wesley Prates (solista). O concerto será às 20h, na Fundação de Educação Artística (FEA), que fica na Rua Gonçalves Dias, 320, Bairro Funcionários, na Região Centro-Sul. Ingressos: R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia-entrada), na portaria ou pelo site da fundação.

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