Poços de Caldas: Conjunto arquitetônico torna-se patrimônio cultural de MG
Conjunto tombado reúne bens de diferentes períodos históricos, entre edificações, áreas verdes e monumentos, com destaque na fase entre 1930 e 1940
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o Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro de Poços de Caldas, no Sul de Minas, foi tombado como patrimônio cultural material do estado. A decisão foi tomada durante a 1ª Reunião Ordinária de 2026 do Conselho Estadual do Patrimônio Cultural (Conep), realizada de forma híbrida, com participação presencial no município e transmissão on-line, e aprovada nesta sexta-feira (10/4) pelo governo estadual, durante programação em Poços de Caldas, que, nesta semana, sedia simbolicamente a capital mineira.
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O conjunto tombado reúne bens representativos de diferentes períodos históricos, com destaque para a fase entre as décadas de 1930 e 1940, na qual a cidade passou por uma expansão urbana. Entre os principais marcos estão o Palace Hotel, o Palace Cassino e as Thermas Presidente Antônio Carlos, que já eram tombados em âmbito estadual desde a década de 1980.
O Parque José Affonso Junqueira e a Praça Pedro Sanches, localizados ao redor das edificações, também são tombados pelo estado. Agora, a proteção abrange praças, parques, monumentos, fontes, coretos, elementos artísticos integrados, trechos de ribeirões urbanos e áreas de entorno, com diretrizes voltadas à preservação da ambiência urbana e da paisagem cultural.
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O tombamento tem como base dossiê técnico elaborado pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha-MG), que destaca a relevância do termalismo para a origem e o desenvolvimento urbano do município.
História ligada às águas termais
De acordo com o relatório do Iepha-MG, a história de Poços de Caldas está diretamente associada às águas termais desde meados do século 19, com a descoberta das fontes. Com a abertura dos primeiros poços, em 1826, a cidade consolidou-se como estância de saúde, lazer e turismo, dando origem a um modelo urbano planejado, marcado pela integração entre edificações monumentais, praças, parques, fontes e equipamentos públicos.
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Segundo o presidente do Iepha-MG, Paulo Roberto do Nascimento Meireles, o reconhecimento destaca a importância histórica, urbana, paisagística e turística do município, além de fortalecer o patrimônio como vetor de desenvolvimento sustentável. "Em Minas, cidades como Poços de Caldas se afirmam como verdadeiros boulevards de saúde, do bem-estar, do turismo e do patrimônio, e o tombamento do Conjunto Urbano Hidrotermal e Hoteleiro reforça esse caminho," diz.
"Mais do que um instrumento legal, o tombamento consolida a importância do patrimônio como base para o desenvolvimento sustentável, garantindo que a cultura, a memória e a vocação terapêutica da cidade permaneçam vivas e acessíveis para as futuras gerações de Minas Gerais", complementa o presidente do Iepha-MG.
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Para o secretário de Estado de Cultura e Turismo de Minas Gerais, Leônidas Oliveira, o reconhecimento evidencia as características particulares do município: "Poços de Caldas é um caso singular no Brasil: uma cidade que se estruturou e se desenvolveu a partir de um complexo hidrotermal e hoteleiro, onde arquitetura, paisagem e vocação turística nasceram de forma integrada. O tombamento reconhece essa identidade construída em torno das águas termais e dos equipamentos," afirma. "Ao proteger esse conjunto, preservamos não apenas edificações, mas uma forma de organização do território", conclui.