Prefeitura lamenta morte de filho de prefeito após queda de avião em BH
Prefeito de Jequitinhonha participava de um encontro político em Belo Horizonte quando o filho morreu após avião atingir prédio no Bairro Silveira
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A assessoria da Prefeitura de Jequitinhonha (MG) lamentou a morte do médico veterinário Fernando Moreira Souto, de 36 anos, filho do prefeito da cidade, Nilo Souto (PDT). Ele era um dos ocupantes do monomotor que perdeu altitude e atingiu um prédio residencial no Bairro Silveira, na Região Nordeste de Belo Horizonte, no início da tarde desta segunda-feira (4/5), poucos minutos após decolar do Aeroporto da Pampulha.
No momento do acidente, os pais de Fernando estavam em Belo Horizonte. O prefeito participava de um encontro político na capital mineira ao lado da esposa, Ana Maria Moreira Souto. Fernando era proprietário de uma casa agropecuária e de uma empresa de produção de sal mineral voltado à alimentação bovina, além de auxiliar na administração do bananal da família. Casado com a também médica veterinária Isabella de Paula, ele deixa um filho de três anos e uma filha de cinco meses.
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"Um momento difícil, que nenhuma família está preparada para enfrentar. Nos unimos em oração e solidariedade ao prefeito, à dona Ana Maria, à esposa Isabella e aos dois filhos, desejando que Deus traga conforto aos seus corações e força para atravessar essa perda irreparável", escreveu a equipe de comunicação do prefeito em parte do comunicado publicado nas redes sociais. A prefeitura decretou luto de três dias.
Fernando estava no assento ao lado do piloto, Wellinton de Oliveira Pereira, de 34 anos, que também morreu. O empresário Leonardo Berganholi Martins, de 50 anos, foi resgatado com vida, mas teve a morte confirmada no Hospital João XXIII no início da noite. Foram encaminhados para a mesma unidade hospitalar o filho de Leonardo, Arthur Schaper Berganholi, de 25 anos, e Hemerson Cleiton Almeida Souza, de 53 anos, gerente financeiro da empresa de Leonardo, que seguem internados.
Conforme registro da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), a aeronave é um modelo EMB-721C, fabricado em 1979. O proprietário é Flávio Loureiro Salgueiro. O avião tem capacidade para até cinco passageiros, além do piloto.
A aeronave havia saído de Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri, com destino a São Paulo, e fez uma parada no Aeroporto da Pampulha antes de seguir viagem. Na escala em Belo Horizonte, duas passageiras desembarcaram e outra pessoa embarcou, segundo informado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).
Pouco depois da decolagem, registrada às 12h16, o piloto relatou dificuldades para ganhar altitude. Segundo informações da NAV Brasil, responsável pelo controle do espaço aéreo, o comandante chegou a emitir um alerta de emergência (mayday), informando falhas críticas. A torre de controle orientou o retorno imediato ao aeroporto, mas não houve resposta. O último contato indica que o piloto ainda tentava recuperar altura.
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A aeronave permaneceu no ar por cerca de cinco minutos antes de colidir contra um prédio na Rua Ilacir Pereira Lima. O avião atingiu a área da escada do prédio na altura do terceiro e último andar, entre os apartamentos 301 e 302, na parte lateral esquerda. Parte do avião ficou presa à estrutura, enquanto outros destroços foram lançados para o estacionamento de um supermercado ao lado.