Alerta em BH: drinks falsos e bebidas contrabandeadas são apreendidos
Ação integrada da Polícia Militar e fiscais resultou na apreensão de bebidas irregulares e em um detido no bairro Santa Amélia
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Em mais uma ação contra a venda de bebidas falsas ou sem procedência, a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) e órgãos fiscais focaram nas casas noturnas da Pampulha, nesta quinta-feira (30/04).
Estabelecimentos do Bairro Santa Amélia, especialmente ao longo da badalada Avenida Guarapari foram fiscalizados e em um deles foram apreendidas quatro garrafas e o comerciante detido.
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No local, foram encontradas três garrafas de bebidas estrangeiras sem a devida documentação fiscal (descaminho) e uma garrafa de bebida falsificada.
A ação acontece em um momento de alerta para bebidas falsificadas depois de pelo menos 12 mortes em São Paulo.
Em investigações correlatas conduzidas pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), foi identificado que o crime organizado utiliza metanol na adulteração de bebidas alcoólicas — sobretudo destiladas.
O metanol é um tipo de álcool industrial perigoso, cujo uso em produtos de consumo humano é proibido devido à sua alta toxicidade, podendo causar cegueira e morte em curto prazo após a ingestão.
“Militares do 49º BPM, em conjunto com representantes de outros órgãos de fiscalização, desencadearam a Operação Baco, cujo objetivo foi realizar a fiscalização de diversos estabelecimentos comerciais no Bairro Santa Amélia”, informou a PMMG.
Embora o valor de mercado varie conforme a marca, as garrafas de destilados importados poderiam custar R$ 800 no varejo após dosados, enquanto o produto falsificado representa um risco direto à saúde pública devido à procedência duvidosa dos insumos.
Onde foram encontradas as bebidas irregulares?
A Avenida Guarapari é amplamente conhecida como um dos principais polos gastronômicos e de lazer da região da Pampulha, concentrando dezenas de bares e restaurantes.
Fica próxima a vias de grande fluxo, como a Avenida Portugal e a Avenida Pedro I, facilitando o acesso de consumidores e a logística de abastecimento.
O patrulhamento da área é de responsabilidade do 49º Batalhão da Polícia Militar, que tem sua sede relativamente próxima.
O suspeito foi conduzido para a delegacia para prestar esclarecimentos.
A fiscalização em centros comerciais como o do Santa Amélia visa coibir não apenas a sonegação fiscal, mas também a venda de produtos que não passaram pelo controle de qualidade dos órgãos reguladores.
O cenário é compatível com o comércio de varejo diretamente ao consumidor final, e não necessariamente um ponto de distribuição em larga escala ou laboratório de falsificação.
A presença de uma única garrafa falsificada em meio a itens de descaminho sugere que o proprietário atuava como receptador ou revendedor, integrando a ponta final da cadeia logística do mercado ilegal de bebidas.
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O caso foi encaminhado para a sede da Delegacia de Plantão IV (DEPLAN IV), no bairro Alípio de Melo, para o encerramento da ocorrência.
Operação Baco na Pampulha
- Mapeamento de alvos: identificação de casas noturnas e bares com denúncias ou inconsistências fiscais
- Fiscalização presencial: vistoria detalhada de estoques e balcões por equipes da PMMG e fiscais
- Apreensão de materiais: recolhimento de produtos falsificados e itens estrangeiros sem tributação
- Detenção e registro: condução de suspeitos e encaminhamento do caso à Polícia Civil para investigação
Como identificar bebidas com suspeita de irregularidade
- Rótulos e lacres: observar se há indícios de cola aparente, impressões de baixa qualidade ou marcas de reutilização
- Preço de venda: desconfiar de valores excessivamente abaixo da média praticada pelo mercado formal
- Documentação fiscal: exigir sempre a nota fiscal, que garante a procedência e a responsabilidade do comerciante
- Coloração e resíduos: verificar se o líquido apresenta partículas em suspensão ou cores divergentes do padrão da marca