A Prefeitura de Belo Horizonte realiza, neste sábado (11/4), o Dia D de Vacinação contra a gripe, em meio ao cenário de aumento de casos de doenças respiratórias que levou o município a decretar situação de emergência na última sexta-feira (10). A mobilização busca ampliar a cobertura vacinal e reduzir a pressão sobre a rede de saúde.
A vacinação será realizada das 8h às 17h nos 153 centros de saúde da capital, além do Serviço de Atenção à Saúde do Viajante, no Parque Municipal Américo Renné Giannetti, e em postos extras com horários variados. No parque, a partir das 9h, haverá programação especial, com atividades como aulas de Lian Gong para adultos e idosos, além da presença do personagem Zé Gotinha, voltada para o público infantil.
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O que preciso levar para vacinar?
Para receber a dose, é necessário apresentar documento de identificação com foto e cartão de vacina. No caso de puérperas, também é exigida a certidão de nascimento do bebê, o cartão da gestante ou o registro hospitalar do parto.
Quem pode vacinar?
Atualmente, podem se vacinar os grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde, como crianças de 6 meses a menores de 6 anos, gestantes, idosos, puérperas (até 45 dias após o parto), trabalhadores da saúde, pessoas com deficiência permanente, entre outros.
Atendimento a pessoas com TEA
Como parte da estratégia para ampliar o acesso, equipes volantes da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA) irão atender pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA), acamadas ou com mobilidade reduzida. O agendamento pode ser feito pelo portal da Prefeitura ou presencialmente nos centros de saúde, mediante cadastro.
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Baixa cobertura
Apesar da campanha em andamento, a cobertura vacinal ainda é considerada baixa. Até o momento, mais de 110 mil doses foram aplicadas na capital. Entre os idosos, o índice de imunização é de 14,6%. Entre as gestantes, a cobertura chega a 9,2%, enquanto que entre crianças de 6 meses a menores de 6 anos, o índice é de 4,3%.
Demanda e situação de emergência
A intensificação da vacinação ocorre em um contexto de crescimento da demanda por atendimento. Segundo a prefeitura, cerca de 112 mil atendimentos por sintomas respiratórios já foram registrados em 2026 nos centros de saúde e nas nove Unidades de Pronto Atendimento (UPAs). Além disso, mais de 3,7 mil solicitações de internação foram feitas, com maior concentração entre os idosos.
O decreto de emergência permite ao município ampliar o acesso a recursos federais e estaduais, contratar profissionais, estender os horários de funcionamento das unidades e acelerar a aquisição de insumos e equipamentos. A medida foi adotada diante da previsão de pico de casos entre as semanas epidemiológicas 16 e 17, de 19 de abril a 2 de maio.
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A prefeitura também reforça que a vacinação é uma das principais estratégias para evitar complicações, internações e mortes causadas por vírus respiratórios, incluindo as cepas Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B.
