Uma usina de energia solar localizada na zona rural de Perdizes, no Alto Paranaíba, foi alvo de roubo na última segunda-feira (30/3). De acordo com a Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), cerca de cinco a seis criminosos armados invadiram o local, renderam o vigilante e levaram equipamentos e materiais avaliados em aproximadamente R$ 500 mil.

Segundo o relato da vítima, a ação começou por volta das 21h30, quando ele saiu de um container onde descansava após ouvir o cachorro latindo. Ao se aproximar do animal, foi surpreendido pelos assaltantes, que o obrigaram a tirar as roupas e o mantiveram sob ameaça.

O vigilante foi levado até uma valeta, onde permaneceu escondido por um período. Em seguida, os criminosos o forçaram a vestir novamente as roupas e continuar realizando as rondas de rotina, sob escolta e com armas apontadas, para não levantar suspeitas no sistema de monitoramento da usina.

Integrantes da quadrilha retiraram fios de cobre, desmontaram parte da estrutura e separaram o material para transporte. A ação criminosa se estendeu por várias horas e o grupo só deixou o local na madrugada de segunda, por volta das 4h30.

Além de fios de cobre e equipamentos da usina, os criminosos também roubaram um revólver calibre .38, munições, um colete balístico, o celular da vítima e o aparelho de gravação (DVR) do sistema de segurança, o que pode dificultar a identificação dos envolvidos.

Drones usados no crime 

A Polícia Militar encontrou, nas proximidades, ferramentas como arcos de serra, baterias de martelete, um carrinho de mão e bobinas vazias, indicando que o crime foi planejado e contou com apoio logístico para o corte e transporte dos materiais.

Outro ponto que chama a atenção é o possível uso de drones na ação. O vigilante relatou ter visto dois equipamentos sobrevoando a usina após a fuga dos criminosos. Além disso, dias antes do crime, um drone já havia sido avistado na área, levantando a suspeita de monitoramento prévio.

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A ocorrência foi descoberta após a chegada do vigilante do turno diurno, que acionou a polícia. Até o momento, ninguém foi preso. A Polícia Militar segue em rastreamento e o caso será investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG).

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