Operação desarticula esquema de fraudes bancárias no Sul de Minas
Ação do Ministério Público apura atuação de funcionários de bancos que teriam contratado serviços sem autorização e desviado benefícios
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O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) deflagrou, nesta quarta-feira (29/4), a Operação Chave Mestra para desarticular um esquema de fraudes bancárias que teria sido praticado por funcionários de instituições financeiras no Sul de Minas. A ação cumpriu mandados de busca e apreensão em nove endereços em Pouso Alegre, São Sebastião da Bela Vista, Congonhal e Silvianópolis, com foco em um grupo de oito investigados suspeitos de utilizar acesso privilegiado a sistemas internos para contratar empréstimos e serviços sem autorização dos clientes.
As investigações, conduzidas pelo Grupo de Atuação Especial de Combate aos Crimes Cibernéticos (Gaeciber), apontam que o grupo atuava principalmente contra pessoas idosas e em situação de vulnerabilidade, além de causar prejuízos à própria instituição financeira.
Segundo o MPMG, os suspeitos manipulavam dados cadastrais das vítimas para dificultar o contato dos bancos e atrasar a identificação das irregularidades. Com isso, conseguiam realizar contratações indevidas de empréstimos e pacotes de serviços sem o conhecimento dos correntistas.
Esquema envolvia metas e benefícios
De acordo com as apurações, o objetivo das fraudes era simular o cumprimento de metas vinculadas a programas de fidelidade das instituições financeiras. Para isso, os investigados registravam indicações fictícias nos sistemas bancários e, em troca, recebiam bonificações financeiras – geralmente na forma de cashback – depositadas diretamente em contas pessoais.
Esse mecanismo permitia que o grupo obtivesse ganhos indevidos ao mesmo tempo em que gerava prejuízos tanto para os clientes quanto para os bancos envolvidos.
Mandados e apreensões
Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos 12 aparelhos celulares, três notebooks, uma CPU, além de cartões bancários, pen drives, documentos e outros dispositivos eletrônicos. Todo o material será submetido à análise técnica para aprofundar as investigações.
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A operação contou com apoio das polícias Civil e Militar e integra um esforço conjunto para combater crimes cibernéticos e estelionatos na região.
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O procedimento segue sob sigilo. O Ministério Público busca agora dimensionar o total do prejuízo causado pelo esquema e verificar a possível participação de outros envolvidos.