Motorista de aplicativo é indiciado por estupro de vulnerável em BH
A investigação concluiu que suspeito se aproveitou de estado de saúde da vítima e utilizou força física para cometer o crime durante a corrida
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Um motorista de aplicativo, de 26 anos, foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável contra uma passageira de 24 anos em Belo Horizonte. Na última quinta-feira (23/4), a Polícia Civil (PCMG) concluiu e remeteu à Justiça, a apuração da denúncia de violência sexual atribuída ao homem durante uma corrida.
O crime ocorreu na madrugada de 30 de novembro de 2025, após a vítima solicitar uma viagem para retornar de um evento social no Barreiro rumo à sua residência, na região Centro-Sul da capital.
Como o crime ocorreu e relato da vítima
Segundo as investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Combate à Violência Sexual (DECVS), a jovem relatou que o trajeto foi marcado por comportamentos inadequados do condutor: Durante o percurso, ele teria feito perguntas de cunho pessoal e oferecido entorpecentes a ela. A passageira recusou as investidas.
"A vítima relatou que o motorista passou a tocá-la sem consentimento, insistindo em investidas de natureza sexual e tentando retirar suas roupas. Mesmo diante da resistência, ele a imobilizou pelas mãos e a estuprou no interior do veiculo", detalhou a delegada responsável pelo caso, Larissa Mascotte.
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Após a violência, completou a corrida. Em estado de choque, a passageira efetuou pagamento da corrida e buscou auxílio com amigos, que a orientaram a procurar a Depam para o registro imediato da ocorrência.
A vulnerabilidade da vítima
A delegada Larissa Mascotte considerou o estado de vulnerabilidade da vítima tanto nos relatos da jovem quanto no interrogatório do acusado, mesmo diante da alegação dele de que a aproximação física e a relação sexual com a vítima foram consensuais.
"De acordo com o homem, a vítima apresentava comportamento alterado, aparentando ter ingerido bebida alcoólica e encontrava-se 'grogue', mencionando inclusive que ela teria dito que consumiu medicação controlada", pontuou Mascotte.
Traumas e consequências
Testemunhas ouvidas pela Polícia Civil relataram o impacto psicológico do crime. De acordo com os relatos, a moça desenvolveu traumas severos: ela não consegue mais utilizar serviços de transporte por aplicativo desacompanhada e vive sob o medo constante da violação se repetir, uma vez que o indiciado possui o endereço de sua residência.
O que classifica um crime como estupro de vulnerável?
O crime de estupro de vulnerável, previsto no artigo 217-A do Código Penal brasileiro, é caracterizado pela prática de qualquer ato libidinoso contra uma pessoa que, por conta de circunstâncias específicas, não tem capacidade de consentir ou oferecer resistência.
É considerado vulnerável quem não consegue exercer plenamente a sua vontade. Como, por exemplo, menores de 14 anos, quem tem enfermidade ou deficiência mental que impeça o entendimento do ato, pessoa que está sob efeito de álcool, medicamentos e outros, uma pessoa que se encontra dormindo, etc.
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Estagiária sob supervisão da subeditora Juliana Lima