ALEGRIA DE VIVER

Casa do Gari: viúva de Laudemir lança projeto com serviços gratuitos 

O espaço será inaugurado neste domingo (26/4) e vai oferecer atendimento de psicólogos, advogados e dentistas  

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Ao mesmo tempo em que luta por justiça pela morte do marido, Liliane França, a viúva de Laudemir de Souza Fernandes, decidiu fazer um projeto para ajudar outros garis. Laudemir morreu em agosto de 2025, em uma briga de trânsito no Bairro Vista Alegre, Região Oeste de Belo Horizonte. O suspeito do crime, Renê da Silva Nogueira Júnior, está preso e aguarda julgamento pelo Tribunal do Júri da capital.   

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Além do marido, um irmão e primos de Liliane também já exerceram a função, muitas vezes invisibilizada pela população. 

“Meu irmão sofria tudo que os meninos sofrem hoje. Ele foi mandado embora quando denunciou que o caminhão não tinha condições de ir para rua. Sempre quis fazer alguma coisa para ajudá-lo. É uma categoria que sofre muito. E nós que temos eles dentro de casa ficamos sem saber o que fazer pra ajudar”, desabafa.

Liliane conta que o irmão se tornou alcoólatra e agressivo com a própria família. “Mas quando mataram o Lau, falei: ‘não posso deixar, preciso fazer alguma coisa’. Então nasceu esse projeto: Casa do Gari - Alegria de Viver.

A ideia é oferecer atendimento gratuito em diversas áreas. Psicólogos, advogados e dentistas vão trabalhar de forma voluntária no projeto para atender garis e seus familiares. 

“A gente sabe que pode fazer alguma coisa, só precisa começar. E é isso que estou fazendo e está me ajudando demais. Esse projeto está me dando força. Vejo que posso fazer alguma coisa para ajudar o próximo e essa categoria que é tão importante pra nós, mas passa como invisível”, afirma. 

Inicialmente, o atendimento vai acontecer em um espaço alugado na Avenida Coronel Benjamim Guimarães, 967, Bairro Industrial, em Contagem, na Grande BH. Segundo Liliane, serão feitos eventos, como bazares, jantares e shows, para ajudar no custeio do aluguel e despesas com o espaço. 

A viúva, porém, pretende que o projeto se torne itinerante. A ideia é ter uma van que circule por várias regiões da Grande BH. “Ir até eles, para mostrar que são importantes, que nos preocupamos e queremos cuidar deles. 

A inauguração do espaço será neste domingo (26/4), a partir das 9h. A Casa do Gari vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h. A intenção da viúva é que o atendimento possa ser estendido para os sábados, no futuro.  

“É um projeto que não é só meu, é de todos aqueles que querem fazer alguma coisa para ajudar os garis. Muitos não sabiam da realidade deles, e depois que ficaram sabendo, se sensibilizaram e querem fazer alguma coisa”, conclui. 

Processo contra delegada

A Polícia Civil de Minas Gerais instaurou um Processo Administrativo Disciplinar (PAD) contra a delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, com que pode resultar em demissão. A medida foi formalizada por meio de portaria da Corregedoria-Geral publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta quinta-feira (23/4).

A investigação administrativa contra a delegada tramita sob sigilo. Ela está afastada das funções desde 13 de agosto de 2025, dois dias após o crime. O primeiro afastamento foi concedido para tratamento de saúde no Hospital da Polícia Civil, inicialmente por 60 dias, com publicação no DOE em 23 de agosto, sem detalhamento do quadro clínico.

Desde então, a licença médica vem sendo prorrogada de forma sucessiva. Ainda em 2025, houve uma renovação publicada na edição de 11 de dezembro do Diário Oficial de Minas Gerais. Já em 2026, o afastamento foi novamente estendido em 9 de fevereiro, por mais 60 dias, e, posteriormente, em 10 de abril, também pelo mesmo período. Ao longo de todo esse tempo, a servidora permaneceu vinculada à corporação, mas sem exercer funções operacionais.


Indiciamento

Na esfera criminal, Ana Paula foi indiciada por prevaricação, crime que ocorre quando o servidor público retarda ou deixa de cumprir um dever funcional para atender a interesse pessoal e também por porte ilegal de arma de fogo, conforme a Lei de Desarmamento. O entendimento da investigação é de que a delegada teria cedido ou permitido que o companheiro usasse sua arma. 

As apurações apontam ainda que essa não teria sido uma situação isolada. De acordo com o inquérito policial, a delegada tinha conhecimento de que Renê utilizava tanto a pistola Glock calibre .380, que teria sido usada no crime, quanto outra arma, uma Glock calibre 9 milímetros pertencente à carga da própria Polícia Civil.

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No dia em que o gari foi morto, a delegada foi levada à sede da Corregedoria para prestar esclarecimentos sobre o uso da arma. Na ocasião, segundo o porta-voz da corporação, delegado Saulo Castro, ela afirmou que o marido não tinha acesso às armas e disse não ter conhecimento sobre o crime. A versão, no entanto, é confrontada pelos elementos reunidos ao longo da investigação.

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